Mestrado em Educação Pré-Escolar
Permanent URI for this collection
Browse
Browsing Mestrado em Educação Pré-Escolar by advisor "Cardona, Maria João"
Now showing 1 - 9 of 9
Results Per Page
Sort Options
- A avaliação na creche e no jardim de infânciaPublication . Silva, Diana Suse Marques; Cardona, Maria JoãoO presente trabalho leva-nos a estudar as finalidades e práticas de avaliação na Creche e no Jardim de Infância. Com ele pretendi ouvir a opinião de seis educadoras de infância sobre esta temática, nos contextos de creche e jardim de infância. Este trabalho tem como objetivo ouvir os testemunhos das educadoras de infância sobre a avaliação, nomeadamente se acham importante fazer a avaliação das crianças, que instrumentos de avaliação utilizam nas suas práticas e por fim de que forma é que a avaliação pode contribuir para uma melhoria das suas práticas pedagógicas e profissionais. Com base nos resultados obtidos e analisados das entrevistas, conclui-se que as educadoras de infância salientam que a avaliação das crianças serve para se verificar a evolução das crianças, assim como observar em que grau de desenvolvimento se encontra cada criança. Neste sentido a avaliação, também proporciona de certa forma o aperfeiçoamento das suas práticas educativas enquanto educadoras.
- Como planificar de acordo com as caraterísticas e necessidades dos diferentes contextos, nomeadamente no que concerne à heterogeneidade das crianças e dos respetivos gruposPublication . Damas, Andreia Sofia dos Santos; Uva, Marta; Cardona, Maria JoãoEste relatório síntese surgiu no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar, e nele está retratado todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo 2011/2012, no âmbito da Unidade Curricular de Prática Pedagógica em Educação de Infância (que se desenrolou em dois contextos de estágio distintos: creche e jardim de infância), bem como a apresentação do respetivo percurso de desenvolvimento profissional e investigativo. A pesquisa efetuada desenvolveu-se em torno da questão: Como planificar de acordo com as caraterísticas e necessidades dos diferentes contextos, nomeadamente no que concerne à heterogeneidade das crianças e dos respetivos grupos? De forma a procurar respostas para esta questão de investigação, recorri-me do método por investigação qualitativa, privilegiando como instrumentos de recolha de dados, a entrevista semi-diretiva a três educadoras de infância. Este estudo permitiu-me refletir quanto aos pressupostos essenciais para uma boa e eficaz planificação/ação, tendo em conta a diferenciação pedagógica. Uma vez que o papel do educador prende-se com a necessidade de perceber quais os aspetos essenciais a ter em conta durante o processo de planificação, de forma a ir ao encontro das necessidades e dos interesses das crianças, e da heterogeneidade existente na sala, este estudo permitiu-me compreender que todas as componentes da planificação, nomeadamente os objetivos, as estratégias e a avaliação deverão ser refletidos e operacionalizados em função dos grupos e das crianças em particular, para que o processo de ensino e aprendizagem se efetive.
- A diversidade cultural e as suas implicações no processo de ensino e aprendizagem : como integrar a diversidade na educação de infânciaPublication . Sousa, Ana Rita; Cardona, Maria JoãoO presente relatório encontra-se organizado em duas grandes partes: uma primeira, onde são apresentadas e analisadas as principais aprendizagens realizadas nos estágios curriculares, e uma segunda parte onde é apresentada a pesquisa realizada. Esta teve como finalidade refletir sobre a problemática da diversidade cultural na escola, analisando sobretudo as suas implicações na Educação de Infância: as consequências da interação de culturas e etnias; os desafios que se colocam aos professores, técnicos e assistentes operacionais; - quais as estratégias que estes podem ou estão a utilizar nas suas práticas educativas com o objetivo de facilitar a integração de crianças oriundas de diversas culturas. Após a observação e a interação com um grupo de crianças de diferentes culturas durante os meus estágios curriculares, achei que seria relevante saber mais sobre as suas culturas, para melhor fundamentar o meu trabalho. No entanto, as crianças com as quais interagi nos estágios não formavam uma amostra considerável para uma pesquisa mais aprofundada, pelo que decidi explorar uma outra instituição -Escola Básica nº1 de Coruche (com jardim de infância e 1ºciclo integrados), que dada à sua população escolar é considerada TEIP- Território Educativo de Intervenção Prioritária. Na verdade, como conheço bem a população de Coruche, foquei-me mais na observação da etnia cigana, muito evidente neste concelho. Considerando as transformações sociais e políticas verificadas em Portugal desde o 25 de abril de 1974, altura em que foi implementado o sistema democrático, passou a vigorar a conceção de cidadania universal para todos os portugueses. Contudo, nem todos os cidadãos estão em iguais circunstâncias no acesso pleno dos direitos de cidadania. O objetivo da pesquisa realizada é refletir e discutir alguns dos impactos das medidas e políticas sociais sobre as pessoas e famílias ciganas, bem como as mudanças (in)visíveis subjacentes aos processos plurais de reconfiguração sócio identitária. A comunidade cigana, durante muitos anos perseguida, incompreendida e discriminada, apresenta agora alguma tendência para aceitar a coabitação com a cultura dominante dos países/regiões onde se instala. No entanto, a especificidade do povo cigano preocupa os profissionais de educação, uma vez que o sistema de ensino nem sempre está preparado para integrar estes alunos e as suas normas da vida comunitária. No mesmo sentido, quis perceber como se processa a integração dos alunos imigrantes na escola em estudo. De uma forma geral, o que se pretende abordar neste relatório é a Multiculturaldiade e a forma como é trabalhada desde as primeiras idades. A multiculturalidade é, hoje, vista como uma integração de diversas minorias numa cultura dominante, o termo minorias refere, por regra, grupos de pessoas que ao nível de características como, a raça, a cor e a etnia, o género, as incapacidades físicas e motoras, a idade, a orientação sexual, a nacionalidade de origem ou a religião, diferem do socialmente concebido como «normal» ou «padrão». (Dass & Parker, 1999; Marsden, 1997) Pretende-se assim neste relatório,analisar as práticas pedagógicas dos profissionais de ensino, para perceber o que pode e está a ser feito para receber e integrar crianças de culturas diferentes na sala de aula, mostrando que a multiculturalidade pode ser uma mais-valia para todos os intervenientes do processo educativo. Como metodologia optou-se pela realização de inquéritos por questionário a alguns docentes e técnicos de diversas áreas que têm um contacto diário com crianças de diferentes etnias e origens culturais. Achei também pertinente ter o testemunho dos pais, com o objetivo de perceber as suas perspetivas em relação à educação das suas crianças.Em síntese, a conclusão a que se chega é que o meio familiar influencia bastante o processo de aprendizagem da criança e as conceções e perspetivas que tem em relação à escola e ao futuro. O educador através da sua atitude, prática e formação, tem também ele um papel determinante. A verdade, é que existe ainda um longo caminho a percorrer, para que se consigam colmatar as lacunas existentes no sistema no que respeita às políticas que visam a integração da diversidade cultural nas escolas. Verficase, no entanto, que nos últimos anos tem havido uma grande evolução sobre a forma de como trabalhar a diversidade cultural nas instituições educativas desde as primeiras idades. Com este relatório procurei, entre outros aspetos, perceber se o projeto TEIP é ou não, efetivamente, um projeto que promove o sucesso educativo a todos aqueles que se encontram em situação de exclusão escolar e social. Em relação ao projeto TEIP deste estudo, as dinâmicas implementadas procuram, em termos de estrutura organizativa, alguma diversidade de respostas. A escola TEIP em estudo procura, essencialmente, tornar a escola mais apelativa para os alunos, mudar comportamentos individuais e coletivos (alunos e respetivas famílias) , prevenir a insdisciplina e combater o absentismo escolar. O recurso às actividades lúdicas para conseguir esse efeito é, sem dúvida, o aspecto mais inovador do projecto. Para tal, há uma diversidade de acções em curso, implicando um conjunto de recursos humanos e materiais que só poderiam ser garantidos através de um projecto como o TEIP. Acima de tudo, o agrupamento em estudo (no qual se incluí a escola em estudo- Escola EB nº1 de Coruche), espera que as dinâmicas em curso, possam ser interiorizadas pelos agentes educativos dos diferentes estabelecimentos de ensino do Agrupamento, de modo a que as mudanças alcançadas pelo TEIP passem a constituir-se como práticas educativas assumidas por todos, depois do TEIP. Este estudo destaca o agrupamento de Escolas de Coruche, que muito se tem esforçado e conseguido resultados brilhantes no que respeita à promoção da Multiculturalidade e da inclusão, tendo vindo a demonstrar o seu envolvimento na resolução dos problemas da comunidade. Em síntese e após a elaboração deste relatório, efetuado com base na análise do percurso de aprendizagem decorrido durante os estágios e no trabalho de pesquisa realizado, importa realçar que a realização destas aprendizagens constituíram-se como pilares fundamentais face ao meu futuro percurso profissional como educadora de infância. O contato com a realidade vivenciada e apreendida serão futuramente ferramentas essenciais no âmbito do meu desempenho profissional.
- O envolvimento das famílias na educação de infânciaPublication . Silva, Neuza Filipa Simões da; Cardona, Maria JoãoNa primeira parte do relatório, apresento os estágios que foram realizados em contexto de creche e jardim-de- infância, as caraterizações das instituições, caraterizações dos grupos, projetos educativos de cada instituição, projetos desenvolvidos durante as intervenções e o resumo do percurso de aprendizagens que foram realizadas durante a prática. Na segunda parte do relatório, foi apresentada a questão investigativa, que tem como título O Envolvimento das Famílias na Educação de Infância. Para a realização da pesquisa, elaborou-se doze questionários mistos. No seguimento da pesquisa, foram aplicados os questionários a três educadoras de infância em contexto de creche, três educadoras de infância em contexto de jardim-de-infância, três encarregados de educação em que os educandos frequentavam o contexto de creche e três encarregados de educação onde os educandos estavam em contexto de jardim-de infância. Para completar a parte investigativa, foram analisadas legislações em vigor, as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (2016), o envolvimento das famílias na educação de infância e quais as estratégia que um educador poderá promover para envolver as famílias no jardim-de-iância. A escolha do tema mencionado anteriormente, surgiu devido a observações realizadas durante as intervenções. Segundo Brickman e Tyaylor (1991), os pais são os primeiros educadores e os primeiros adultos a desempenhar um papel essencial no desenvolvimento e no processo de aprendizagem das crianças. Logo é fundamental que estes sejam envolvidos ativamente no trabalho desenvolvido tanto em creche como em Jardim de Infância. Em suma, ao realizar o relatório, foram encontradas respostas para as minhas dúvidas e receios, identificando estratégias, para que no futuro como educadora, consiga promover um envolvimento das famílias tanto em creche como em Jardim de Infância, sendo evidente que para isso é fundamental saber ouvir, estabelecendo uma boa interação e comunicação com os familiares das crianças.
- Estereótipos de género em idade pré-escolar e estratégias promotoras de uma igualdadePublication . Oliveira, Ana Rita Meira de; Cardona, Maria JoãoEste é o trabalho de apresentação de percurso académico que partiu da experiência vivenciada durante os estágios e deu lugar a uma pesquisa sobre o tema: Estereótipos de género em idade pré-escolar e estratégias promotoras da igualdade. O relatório está organizado nas partes seguintes: apresentação do trabalho realizado nos estágios curriculares de Mestrado em Pré-escolar; trabalho de pesquisa sobre a temática e estudo com docentes e alunos a lecionar no ensino pré-escolar. O estudo foi planeado para ouvir crianças e educadoras com o objetivo de conhecer alguns dos estereótipos de género presentes na educação de infância assim como algumas estratégias que as docentes utilizam nas suas práticas educativas. A recolha de informação passou por entrevistas a toda a população e posteriormente sessões de filosofia com as crianças, utilizando a metodologia inspirada na “Filosofia para crianças” de Matthew Lipman. Como principais conclusões retiradas deste estudo afirma-se que é considerável o esforço da população docente na mudança de mentalidades, seja nas crianças, seja na comunidade escolar e familiar. No entanto, as contradições entre o trabalho realizado na educação de infância e os modelos familiares é uma das maiores dificuldades verificadas. Existem realidades distintas constatadas pelas crianças que acabam por reforçar a construção de estereótipos, no que diz respeito à igualdade das tarefas realizadas, dentro e fora do lar, por homens (pai) e mulheres (mãe). O desenvolvimento desta pesquisa foi de extrema relevância para o futuro trabalho enquanto educadora de infância nomeadamente na área da Formação Pessoal e Social, que é a área interdisciplinar que mais se deve dar importância nesta e em todas as fases da educação.
- A organização do ambiente educativo na educação de infânciaPublication . Oliveira, Elódia Filipa da Silva; Cardona, Maria JoãoO presente relatório sintetiza a experiência e aprendizagens adquiridas no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar. Este é composto por duas partes: uma primeira em que são apresentados os contextos de estágio e a (auto)avaliação do percurso de aprendizagem e desenvolvimento profissional realizado, bem como uma segunda parte em que apresento a pesquisa que realizei, sobre A organização do ambiente educativo na Educação de Infância, partindo das questões com que me confrontei durante os estágios. Através desta pesquisa procurei compreender, a partir das perceções das crianças e das educadoras, o modo como o espaço educativo deve ser organizado e como é que este pode favorecer a realização de aprendizagens significativas por parte das crianças. Assim, este trabalho de pesquisa assumiu-se como uma forma de apoio à minha futura prática como educadora, e ajudou-me a compreender melhor como a organização do espaço educativo está na base do desenvolvimento de pedagogias participativas da infância. Destaco também a relevância da metodologia usada nesta pesquisa, como base fundamental para a promoção de uma atitude mais crítica do trabalho realizado.
- Organização do espaço - materiais em creche e jardim de infânciaPublication . Ferreira, Joana Pereira; Cardona, Maria JoãoO presente Relatório decorre da unidade curricular de Prática e Intervenção Supervisionada, do curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar. “Organização do espaço - materiais em Creche e Jardim de Infância” é o título do meu relatório final que reflete a importância do ambiente educativo para as crianças, nomeadamente a organização do espaço de sala de aula, que é o tema que escolhi para a minha pesquisa. A partir deste tema surgiu a questão, “Qual a relevância dada pelas educadoras de Creche e Jardim de Infância à organização do espaço - materiais tendo em conta o bem-estar e aprendizagem das crianças?”, que serve de base ao desenvolvimento deste Relatório. Assim, para desenvolver a minha questão decidi investigar a opinião das educadoras sobre as características físicas e importância do espaço onde estas exercem a sua ação educatica e a relevância dos materiais disponíveis neste processo e ainda a natureza e/ou características dos mesmos. O Relatório encontra-se dividido em duas partes fundamentais: a primeira parte em que apresento o percurso e os contextos onde realizei os meus estágios ao longo do ano, as aprendizagens e dificuldades que surgiram, assim como algumas questões que levaram ao surgimento da questão de pesquisa. Na segunda parte, apresento a questão de pesquisa e a metodologia de trabalho utilizada, fundamento teoricamente a questão, a organização do espaço na educação pré-escolar tendo em conta a bibliografia disponível e alguns modelos pedagógicos para a Educação de Infância, nomeadamente, o modelo High-Scope, o Movimento da Escola Moderna e o modelo Reggio Emilia. Refiro ainda a importância dos materias neste mesmo espaço sem esquecer o bem-estar e aprendizagem das crianças. De seguida, apresento o trabalho de pesquisa realizado, os dados recolhidos e analisados e principais conclusões dos mesmos. De acordo com a pesquisa feita foi possível concluir que o modo como é organizado o espaço da sala, os materiais utilizados e a participação ativa das crianças é essencial para que se possa proporcionar bem-estar e aprendizagens significativas ao desenvolvimento das crianças. O relatório termina com uma reflexão final sobre todo o percurso de aprendizagem realizado durante os estágios e na sequência da pesquisa realizada.
- Trabalhar o género e a cidadania em contextos de educação de infânciaPublication . Gomes, Vera Mónica Vicente Justino; Cardona, Maria JoãoNeste relatório final, apresento uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido durante os estágios, realizados em creche e jardim-de-infância, assim como o percurso de aprendizagem que estes me proporcionaram. Na sequência destes estágios, apresento um trabalho de pesquisa que realizei com a finalidade de compreender melhor como é possível Trabalhar o género e a cidadania em contextos de educação de infância. Esta questão surgiu como uma preocupação durante os estágios. Considerei que o seu estudo é de toda a relevância pois é, nas idades pré-escolares que as crianças começam as suas aprendizagens básicas relativamente às questões de género e de educação para a cidadania. Quanto mais precocemente estas questões são trabalhadas mais fácil é promover uma capacidade de questionamento por parte das crianças relativamente a ideias estereotipadas com que vai sendo confrontada desde que nasce. Os objetivos que defini foram estudar como as crianças concebem as diferenças de género na idade de pré-escolar; estudar como as crianças retratam no seu ambiente familiar, o papel atribuído aos homens e às mulheres; e como é que estas questões são trabalhadas pelas educadoras de infância. Este trabalho teve como base um projeto desenvolvido pela ESES (Escola superior de Educação de Santarém) em colaboração com a CIG (Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género) no âmbito do qual foi construído um Guião de Educação sobre Género e Cidadania em pré-escolar. Do trabalho de pesquisa realizado é de salientar que as educadoras estão sensíveis a estas questões se bem que por vezes sintam dúvidas sobre como as podem trabalhar. Relativamente às crianças estudadas, ao contrário das expetativas iniciais, apesar de evidenciarem algumas ideias estereotipadas relativamente aos papéis sociais atribuídos aos homens e mulheres, no seu discurso não existem diferenças significativas relativamente às questões de género. Este trabalho proporcionou-me uma base para saber como trabalhar estas questões com as crianças numa perspetiva de educação para a cidadania.
- Transições nas primeiras idades : a entrada na escolaPublication . Nogueira, Ana Rita; Cardona, Maria JoãoEste relatório tem como finalidade analisar o trabalho realizado durante os estágios e apresentar um estudo sobre a importância da transição da educação préescolar para o 1º ciclo do ensino básico, focando-se no impacto que esta tem nas crianças e nas estratégias que devem ser definidas por educadores e professores para lidar com este processo. O tema deste estudo surgiu na sequência dos dois estágios que realizei no âmbito do curso que estou a frequentar e dos diferentes desafios que estes me suscitaram. Nos estágios que realizei fui confrontada com duas realidades diferentes na abordagem que têm perante o processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, um com uma vertente mais escolarizada, onde as crianças saem do préescolar com um conjunto de competências já adquiridas, como a leitura, e o outro onde o principal foco acaba por ser a prioridade atribuída do conhecimento do meio e o contacto com a natureza. Ao planificar o trabalho, tendo em conta estas duas perspetivas, foram-me surgindo dúvidas sobre as escolhas para atividades a realizar. Escolhi assim como tema de pesquisa a Transição nas primeiras idades. A entrada para a escola. A transição nas primeiras idades deve ser um processo natural de modo a não se tornar doloroso para as crianças. Nesse sentido há que estabelecer boas práticas que ultrapassem os constrangimentos sendo fundamental que haja “empenho, responsabilidade, abertura de espírito e disponibilidade por parte dos docentes” (Marchão, 2012:38). Os docentes devem encontrar estratégias facilitadoras através de práticas educativas que facilitem a continuidade entre a educação préescolar e o 1º ciclo, permitindo “aprofundar temáticas comuns, estreitar laços e limar arestas diminuindo os distanciamentos existentes” (Aniceto, 2010). Neste trabalho encontrei algumas respostas para as minhas dúvidas, ainda que seja um tema sempre aberto a várias interpretações. Tentei encontrar quais as melhores estratégias de modo a que, como futura educadora, consiga desenvolver um conjunto de atividades e rotinas que tornem o processo de transição do pré-escolar para o 1º ciclo numa experiência positiva para as crianças. Parti da revisão da literatura existente e realizei entrevistas a educadoras do pré-escolar e professoras do 1º ciclo. Mais do que um conjunto de procedimentos ou atividades concluí que a comunicação entre todos os intervenientes do processo educativo é a principal chave para cuidar deste processo de transição.