Repositório Científico do Instituto Politécnico de Santarém
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Análise da Coordenação Motora da Marcha em Pacientes com Artroplastia do Joelho: Estudo de Caso
Publication . Tavares, Bárbara; Leal, Inês; Mercê, Cristiana; Branco, Marco A. C.
A avaliação da marcha é um fator crucial na medição dos resultados pós-operatório da Artroplastia Total do Joelho. A Artroplastia Total do Joelho (ATJ) é uma opção cirúrgica destinada a pacientes com estágios avançados de degeneração articular no joelho. Esta cirurgia envolve a substituição completa da articulação por uma prótese, o que ajuda a restaurar o movimento e a qualidade de vida do paciente. Atualmente, a Artroplastia Total no Joelho tem vindo a ser estabelecida como um procedimento clínico standard. Em Portugal, entre o ano de 2021 e 2023 existiram 3.494 Artroplastias Totais de Joelhos. A redução da dor, a melhoria da função biomecânica e o aumento da qualidade de vida na maioria dos pacientes são características predominantes quando se realiza uma ATJ. A coordenação motora é o domínio dos graus de liberdade redundantes de uma cadeia biocinemática para produzir um movimento controlado. As estratégias de coordenação englobam, para além da modulação dos graus de liberdade de cada articulação da biocinemática, a alteração da variabilidade e estabilidade do movimento nas ações motoras. Até aos dias de hoje, nenhum estudo anterior analisou a marcha de indivíduos com Artroplastia Total do Joelho. O objetivo deste estudo consistiu em avaliar as assimetrias na coordenação motora na marcha de um indivíduo idoso com Artroplastia Total do Joelho. O participante, com 68 anos e do sexo masculino, foi submetido a uma intervenção cirúrgica de ATJ há 10 meses e realizou uma única sessão de marcha onde foram captados os dados do giroscópio, através da aplicação Phyphox. O tratamento de dados foi realizado no Microsoft Excel, onde primeiramente, a medida radianos foi convertida para graus. De seguida, através do tempo e dos graus obtidos, foram definidos os planos de movimento. Por fim, foram criados os gráficos de fase através dos planos e dos respetivos graus para os três planos do movimento. Através da análise da fluidez e dispersão das linhas, os resultados evidenciaram que entre os vários planos, o plano sagital apresentou a melhor coordenação motora. O plano com melhor coordenação motora foi o plano sagital, no qual ocorre a flexão e extensão da perna. No plano frontal, verificou-se uma menor coordenação motora da perna sem ATJ. Verificou-se ainda uma menor rotação externa do pé esquerdo, o que pode indicar uma menor estabilização da coxofemoral. De acordo com os resultados e, de forma a reduzir as assimetrias identificadas, recomenda-se que o participante realize exercícios de reforço muscular e propriocepção de forma a melhorar a coordenação motora durante a marcha e impedir o “conflito” dos músculos agonistas e antagonista do movimento. Recentemente tem-se verificado um crescente número de estudos que utilizam a análise da marcha em pacientes com ATJ. O presente estudo caso demonstra que a análise da coordenação motora na marcha pode ser realizada de forma individualizada com recurso a uma aplicação móvel. Esta metodologia permite a recolha de dados de uma forma mais económica, possibilitando a análise e discussão dos resultados individuais, os quais poderão ser utilizados na prescrição de exercício.
Aprender a Ciclar: estratégias eficientes para a aprendizagem de andar de bicicleta em crianças e jovens
Publication . Mercê, Cristiana; Catela, David; Branco, Marco A. C.; Cordovil, R.
Aprender a ciclar é um marco motor importante na vida das crianças. Esta habilidade motora fundacional propicia melhoria da condição física e da composição corporal; potencia interação social e expansão de espaço de deslocação; está em consonância com promoção de uso de transporte não poluente; solicita capacidades percetivo-motoras e sensoriomotoras. Dadas as suas potencialidades pessoais e sociais, a aquisição dos marcos essenciais para o uso da bicicleta deve merecer a atenção da academia, de docentes e das entidades políticas e comunitárias, na sua promoção junto de grupos com dificuldades na locomoção. O presente estudo objetivo rever e sintetizar programas de intervenção e estratégias eficientes na aprendizagem de ciclar em crianças com e sem deficiência. Foi realizada uma pesquisa abrangente (e.g., Web of Science, Scopus e EBSCO), tendo sido identificados 10 estudos relevantes com sucesso na aprendizagem de ciclar. Entre os 10 estudos analisados apenas dois foram direcionados para crianças sem perturbações motoras ou deficiência. Foram identificadas várias estratégias facilitadoras da aprendizagem de ciclar, nomeadamente: a utilização de uma abordagem individualizada, a promoção de uma aprendizagem progressiva baseada em jogos, o correto ajustamento da bicicleta, e o apoio familiar. Bem como várias barreiras, entre as quais: o medo de cair e menores níveis de força nos membros inferiores. A aprendizagem de ciclar promoveu a longo prazo, i.e., após 1 e 2 anos, maior aderência a atividades físicas e melhores níveis de composição corporal em crianças com deficiência. Ciclar foi igualmente considerada como uma possível solução para a disrupção do ciclo de ganho de peso em crianças com deficiência, e.g., paralisia cerebral e síndrome de Down. Com base nos estudos analisados, as melhores estratégias para aprender a ciclar passam por uma aprendizagem progressiva, utilizando bicicletas de aprendizagem mais simples, e.g., bicicleta de equilíbrio e bicicleta de rolo, que permitam à criança explorar o equilíbrio desde o primeiro momento.
Comparative Adaptations to Different Leg Extension Set-termination Strategies in Trained Men and Women: A Unilateral Within-Participant Study
Publication . Vasconcelos, Tiago; Alves, Ana Ruivo; Refalo, Martin R.; Lucas, Gabriela Chaves; Vasconcelos, Pedro R.; Brito, João Paulo; Vilaça-Alves, José; Oliveira, Rafael
The purpose of this study was to compare relative adaptations between two set-termination strategies (momentary muscular failure vs. repetitions in reserve) using a unilateral within-participant design under ecologically realistic resistance-training conditions. Nineteen trained subjects (11 men, eight women; mean age: 22.3 6 3.9 years; body mass: 69.9 6 10.3 kg) completed an 8-week unilateral intervention. Each subject performed leg extensions, with one limb randomly assigned to the FAIL protocol and the contralateral limb to the repetitions-in-reserve (RIR) protocol. Muscle thickness (ultrasound) of the knee extensors and 1-repetition maximum strength were assessed pre- and postintervention and analyzed using Bayesian linear mixed-effect models. Estimated between-protocol differences for hypertrophy were negligible (knee extensors: 20.019 cm [20.094 to 0.054]), as were differences for 1-repetition maximum strength (knee extensors: 0.198 kg [21.87 to 2.6]). Secondary analyses using standardized mean differences also suggested no clear overall advantage for either protocol. These findings suggest that resistance training performed with a 1- to 3-RIR may produce adaptations comparable with training to momentary muscular failure in knee extensors under applied training conditions. Strength and conditioning professionals may therefore consider RIR-based strategies as a practical approach to manage fatigue while maintaining training effectiveness.
Elbow Flexor Adaptations to Failure Versus Repetitions-in-Reserve Training: A Unilateral Within-Participant Study in Resistance-Trained Adults
Publication . Vasconcelos, Tiago; Alves, Ana Ruivo; Refalo, Martin C.,; Lucas, Gabriela C.; Vasconcelos, Pedro R.; Brito, João Paulo; Casanova, Filipe; Vilaça-Alves, José; Oliveira, Rafael
This study compared elbow flexor hypertrophy and maximal strength adaptations after eight weeks of resistance training performed either to momentary muscular failure or with 1–3 repetitions in reserve (RIR). Nineteen resistance-trained adults completed a unilateral within-participant protocol in which one arm trained to failure and the contralateral arm trained with 1–3 RIR. Participants trained twice weekly using the unilateral preacher curl exercise at 70–80% one-repetition maximum (1RM). Elbow flexor muscle thickness and 1RM strength were assessed before and after the intervention. Bayesian mixed-effects models estimated between-condition differences. Both protocols increased muscle thickness and 1RM strength. The estimated between-condition differences for muscle thickness were 0.032 cm (95% highest density interval [HDI]: −0.044 to 0.113) while the estimated difference in 1RM strength was 0.588 kg (85% HDI: −0.491 to 1.66), with both 95% HDIs spanning zero and including values favoring either protocol. Sex-specific analyses showed the same general patter of responses. Overall, resistance training performed with 1–3 RIR produces similar elbow flexor hypertrophy and maximal strength adaptations to training performed to momentary muscular failures under the loading and volume conditions examined.
Boas-Práticas: Exemplos de Projetos de Intervenção na Comunidade – Dar Vida aos Anos
Publication . Oliveira, Rafael; Brito, João Paulo
O presente projeto pretende constituir informação que contribua para o conhecimento dos efeitos dos programas de atividade física para idosos como forma de prevenção primária de saúde e de antecipação na organização de programas de intervenção. Nesse sentido, diferentes programas de exercício físico em meio terrestre e/ou em meio aquático no formato de aulas de grupo têm sido aplicados.
