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Mestrado em Educação Pré-Escolar

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  • Brincar e aprender como uma mesma coisa: duas experiências com o espaço exterior em JI
    Publication . Gonçalves, Sofia Sousa; Barboza, Juliana
    Este relatório final insere-se no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, na Escola Superior de Educação de Santarém, sendo desenvolvido na sequência da prática realizada nos contextos de creche e de jardim de infância. O relatório contempla duas partes. A primeira tem como finalidade a análise e reflexão das aprendizagens proporcionadas pelas práticas pedagógicas desenvolvidas nos dois contextos. A segunda parte corresponde à componente investigativa, cujo objetivo foi compreender de que forma o brincar no espaço exterior pode ser entendido como uma prática educativa e não apenas lúdica, explorando as aprendizagens que dele surgem. Para tal, foi realizado um estudo de natureza qualitativa e interpretativa que envolveu crianças de dois grupos de pré-escolar. Os dados foram recolhidos através de observação direta, registos escritos e registos fotográficos. Os resultados evidenciaram que o espaço exterior constitui um ambiente rico em estímulos cognitivos, motores, emocionais e sociais, permitindo às crianças explorar, experimentar e interagir de forma livre e autónoma. Embora este espaço possa ser intencionalmente preparado pelo educador, é no brincar não estruturado e livre que surgem aprendizagens significativas. O papel do adulto passa por garantir que este seja um espaço seguro, estimulante e aberto às descobertas, sem limitar as crianças nas suas ações. A diversidade de estímulos proporcionada pelo exterior favorece o desenvolvimento da criatividade, curiosidade e a resolução de conflitos, promovendo uma relação mais próxima, consistente e sustentável com o meio ambiente
  • Uma investigação sobre elementos da natureza e materiais de desperdício como promotores da criatividade
    Publication . Monteiro, Mariana de Sousa; Barboza, Juliana
    O presente relatório foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar, realizado na Escola Superior de Educação de Santarém do Instituto Politécnico de Santarém, nos anos letivos 2024/2025 e 2025/2026. Este documento visa refletir sobre a minha jornada ao longo das três Práticas de Ensino Supervisionadas, em contexto de Creche e de Jardim-de-Infância, destacando os principais obstáculos e aprendizagens no decorrer do percurso. Para além disso, pretende apresentar um estudo investigativo relativo aos elementos da natureza como promotores da criatividade e do bem-estar das crianças, e também sobre um material desperdício, em específico caixas de cartão. A investigação decorreu em dois contextos distintos, numa sala de Jardim-de-Infância, integrada numa Instituição Particular de Solidariedade Social e numa sala de Jardim-de-Infância pertencente à rede pública, ambas localizadas na Região do Ribatejo. Trata-se de um estudo, de natureza mista, envolvendo a observação direta, a captação de registos videográficos, uma entrevista à educadora cooperante e um questionário aos encarregados de educação. A investigação realizada teve esta como questão central: “Como a exploração dos elementos da natureza e de alguns materiais de desperdício podem contribuir para a promoção da criatividade?” Para tal, foram definidos os seguintes objetivos: (i) observar como as crianças transformam elementos naturais e materiais de desperdício, atribuindo-lhes novas funções e significados; (ii) analisar as brincadeiras simbólicas que emergem da exploração destes materiais, identificando processos de imaginação, representação e faz-de-conta e (iii) refletir sobre o potencial pedagógico destes materiais enquanto recursos que promovem a experimentação, a imaginação e a construção de significados. Os resultados da investigação evidenciaram o potencial da interação das crianças com os elementos da natureza e dos materiais de desperdício na promoção da capacidade criativa das crianças, nas suas expressões simbólicas e no envolvimento delas com os materiais.
  • Promoção de competências de autorregulação emocional e pró-social em educação pré-escolar: um estudo exploratório em contexto de estágio
    Publication . Saraiva, Maria Teresa Patrício Oliveira; Piscalho, Isabel
    O presente relatório da Unidade Curricular (UC) de Prática de Ensino Supervisionada (PES), integrada no Mestrado em Educação Pré-Escolar, encontra-se organizado em duas partes distintas. A primeira parte centra-se na caraterização dos contextos de estágio nas valências de creche e de jardim de infância, incluindo a descrição das instituições, dos participantes, dos projetos educativos desenvolvidos e das aprendizagens significativas realizadas ao longo do percurso formativo. A segunda parte corresponde a um exercício investigativo cujo objetivo consiste em compreender de que modo a promoção de competências de autorregulação emocional e pró-social, em contexto de educação pré-escolar, pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de autorregulação por parte das criança(s). O estudo assume uma natureza exploratória e desenvolve-se a partir de uma abordagem qualitativa inspirada nos princípios da investigação-ação, na medida em que articula a observação sistemática, a reflexão sobre a prática e a implementação de estratégias pedagógicas ajustadas às necessidades identificadas. O exercício investigativo desenvolveu-se em três momentos complementares. Num primeiro momento, procedeu-se à observação sistemática das criança(s) em contexto de creche e, num segundo momento, em contexto de jardim de infância, recorrendo-se à checklist CHILD – Checklist of Independent Learning Development enquanto instrumento de apoio à observação, bem como ao registo de notas de campo. O terceiro momento consistiu na planificação e implementação de um conjunto de estratégias pedagógicas de promoção da autorregulação junto de um grupo de vinte e duas crianças da sala dos cinco anos. As estratégias desenvolvidas privilegiaram a área das expressões plásticas, articulada com práticas de consciência emocional e de autorregulação, tendo-se observado contributos positivos ao nível da gestão emocional e das interações pró-sociais das criança(s), no contexto específico em que o estudo foi desenvolvido.
  • O desenho infantil livre: temáticas, significados e desenvolvimento gráfico em idade pré-escolar
    Publication . Penteado, Catarina Sofia da Silva; Tagarro, Marta
    O presente relatório foi desenvolvido no âmbito do Mestrado de Educação Préescolar e tem como propósito refletir sobre o percurso ao longo dos três estágios e apresentar o trabalho investigativo desenvolvido. As práticas de ensino supervisionadas em creche e jardim de infância constituíram momentos de aprendizagem, permitindo a consolidação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências essenciais à prática profissional. Relativamente ao estudo, o desenho infantil assume-se como uma forma privilegiada de expressão, através da qual a criança revela a sua perceção e interpretação das vivências que considera significativas, refletindo conhecimentos adquiridos, estados emocionais e a forma como se relaciona com os contextos em que está inserida. Neste sentido, o estudo intitulado: “O Desenho Infantil Livre: Temáticas, Significados e Desenvolvimento Gráfico em Idade Pré-Escolar”, partiu da seguinte questão de investigação: “Como se caracteriza o desenho infantil em crianças de idade pré-escolar?”. Deste modo, procurou-se dar resposta às seguintes questões: Como se caracterizam globalmente os desenhos realizados pelas crianças, nomeadamente ao nível da cor, preenchimento e elementos gráficos utilizados?; Quais são os temas mais recorrentes no desenho infantil livre?; Será que o desenho livre permite que as experiências significativas da criança sejam representadas?; De que forma as crianças verbalizam e atribuem significado às suas produções gráficas?; As produções gráficas das crianças evidenciam características correspondentes às fases do desenvolvimento do desenho infantil?. O estudo teve como participantes 101 crianças com 4 e 5 anos e foi desenvolvido com recurso a uma metodologia mista, integrando uma abordagem quantitativa na análise dos desenhos infantis e uma abordagem qualitativa na interpretação dos diálogos das crianças acerca das suas produções gráficas. Os instrumentos foram desenhos livres elaborados pelos participantes, e as respostas dadas à pergunta-chave: “Podes contar-me o que desenhaste?”. Os resultados evidenciaram a predominância de representações associadas à natureza, à família, à criança, aos animais e a elementos afetivos, bem como a presença de características típicas da fase de desenvolvimento do desenho correspondente à idade das crianças, embora se tenham identificado também traços de fases mais avançadas, como é o caso da transparência e utilização da linha base.
  • Perceções sobre a influência das tecnologias digitais no desenvolvimento da aprendizagem dos 3 aos 6 anos
    Publication . Elias, Mafalda Duarte; Messias, Inês
    O presente relatório foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. O trabalho está organizado em duas partes distintas. Na primeira, apresenta-se a experiência decorrente dos estágios, descrevendo as características das instituições, dos grupos de crianças e dos projetos implementados em cada contexto educativo. Na segunda parte apresento um estudo de caso, de natureza qualitativa e descritiva, com o objetivo de conhecer as perceções sobre a influência das tecnologias digitais no desenvolvimento da aprendizagem dos 3 aos 6 anos. O estudo integrou a participação de seis educadoras de infância, três educadoras no ensino público e três educadoras no ensino privado, através de uma entrevista, visando conhecer as suas perceções sobre a influência das tecnologias digitais no desenvolvimento da aprendizagem dos 3 aos 6 anos.. Este processo iniciou-se com uma grelha de observação das atividades observadas em contexto das práticas de ensino supervisionadas em jardim de infância, seguindo-se a construção de um guião de entrevista destinado às seis educadoras do pré-escolar, e de seguida uma entrevista às mesmas, de forma a compreender as suas perceções sobre a influência das tecnologias digitais na aquisição de conhecimentos das crianças dos 3 aos 6 anos. Posteriormente procedeu-se à análise das respostas das entrevistas, colocando-as por critérios (positivo, intermédio e negativo). Os resultados da nossa investigação mostram que as educadoras não apresentam uma visão homogénea entre elas, referindo perceções diferentes. No entanto, todas as educadoras reconhecem benefícios nas tecnologias e a maioria apresenta confiança em usá-las, afirmando que é essencial a formação contínua, a intencionalidade pedagógica e a adequação dos recursos digitais em contexto do pré-escolar.
  • A música na promoção do bem-estar emocional da criança em idade pré-escolar
    Publication . Bezerra, Maria Ana Tarrio Agreiro; Luís, Helena; Togtema, Margarida
    A perceção de que a música pode contribuir para o aumento da sensação de bemestar, através da produção de neuro hormonas (Areias, 2016, p.147), constituiu o ponto de partida para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que valoriza a música como facilitadora do processo de aprendizagem e da expressão emocional das crianças. O presente estudo foi desenvolvido no âmbito das Práticas de Ensino Supervisionadas em creche e jardim de infância e tem como objetivo analisar de que forma a participação em atividades musicais pode influenciar o bem-estar emocional de crianças em idade pré-escolar. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, baseado na observação de três crianças entre os 3 e os 5 anos durante a participação em diferentes atividades musicais. A recolha de dados foi realizada através de registos audiovisuais e notas de campo. Os resultados sugerem que as atividades musicais associadas ao movimento expressivo e à exploração sonora favoreceram níveis mais elevados de envolvimento, expressividade e interação entre as crianças.
  • A inteligência emocional na Educação Pré-Escolar
    Publication . Martins, Diana Filipa Teixeira; Seixas, Sónia
    O presente Relatório Final de Estágio, elaborado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar realizado na Escola Superior de Educação de Santarém, apresenta as aprendizagens, as dificuldades, as vivências experienciadas ao longo dos estágios realizados nos contextos de creche e jardim de infância, bem como o trabalho desenvolvido e a componente investigativa centrada no tema “A Inteligência Emocional na Educação Pré-Escolar”. O relatório organiza-se em duas partes: a primeira foca-se na contextualização dos diferentes contextos de estágio e na prática pedagógica, evidenciando aprendizagens, desafios, atividades realizadas e a reflexão sobre a intervenção durante a minha prática de ensino supervisionada; a segunda parte refere-se à investigação, de natureza qualitativa, desenvolvida sob a forma de estudo de caso. A investigação procurou compreender a importância atribuída pelos educadores ao desenvolvimento emocional das crianças na sua prática quotidiana. Participaram no estudo cinco educadores de infância a exercer funções em contexto de jardim de infância e oito crianças de 5 anos de idade. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas estruturadas aos educadores, entrevistas semiestruturadas às crianças, e notas de campo que permitiram registar e refletir sobre interações entre crianças e entre crianças e adultos. Os resultados evidenciaram que os educadores reconhecem a inteligência emocional como uma competência essencial, assumindo-se como modelos emocionais no quotidiano da sala. As crianças revelaram capacidades de reconhecimento e expressão emocional, ainda que dependentes da mediação do adulto para gerir emoções mais complexas. As estratégias pedagógicas implementadas, nomeadamente a literatura infantil, os jogos e as atividades colaborativas, demonstraram contribuir de forma significativa para o desenvolvimento socioemocional. Ao desenvolver a literacia emocional, o educador promove não só o desenvolvimento socioemocional, mas também um ambiente inclusivo, onde todas as crianças aprendem a compreender-se a si próprias e aos outros.
  • Será que o enriquecimento do local com materiais soltos propicia diversificação de comportamentos de brincar e de motricidade?
    Publication . Carvalho, Gonçalo Nuno da Silva; Arrais, Ana; Catela, David
    O presente estudo surge no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação de Santarém, do Instituto Politécnico de Santarém, a partir da experiência acumulada ao longo de três práticas pedagógicas em contextos distintos da educação pré-escolar, e da observação da limitação de materiais disponíveis nos espaços educativos, sobretudo no exterior. Através da investigação, procurou-se compreender o impacto da introdução de materiais soltos (loose parts) no espaço exterior sobre o brincar e a motricidade das crianças. Ao longo dos diferentes estágios realizados, foi possível observar de forma progressiva a relevância do espaço exterior e dos materiais disponibilizados para o desenvolvimento global das crianças. No primeiro estágio, na valência de creche, constatei a escassez de diversidade nos brinquedos existentes e as dificuldades logísticas associadas às idas ao exterior, o que evidenciou a necessidade de alternativas que promovessem maior estímulo. Assim, tornou-se evidente que a introdução de materiais soltos poderia contribuir significativamente para despertar a curiosidade e enriquecer as experiências exploratórias dos bebés. No segundo estágio, já em contexto de jardim de infância, tornou-se claro que as crianças demonstravam grande interesse pelo espaço exterior e pelos materiais naturais presentes no ambiente. A frequência com que recorriam ao brincar livre ao ar livre revelou o potencial educativo deste espaço, permitindo aprendizagens ricas, autónomas e significativas. A utilização de materiais soltos, tais como paus, pedras ou galhos, confirmou-se como uma forma eficaz de fomentar a criatividade e a construção do conhecimento através da exploração. No terceiro e último estágio, observei que o espaço exterior funcionava como um verdadeiro ambiente de liberdade, exploração e descoberta, onde as crianças se envolviam ativamente com materiais diversificados e com o próprio meio. As interações espontâneas, a exploração intensa e o contacto direto com os elementos naturais reforçaram a importância deste ambiente no desenvolvimento integral da criança. Ficou evidente que o brincar ao ar livre, aliado a recursos variados, potencia as competências motoras, sociais e cognitivas. Trata-se de um estudo quase-experimental, em que os sujeitos são controlo de si próprios, com um nível de cegueira único, e dois momentos de recolha de dados. Na primeira recolha, observou-se como as crianças brincavam e interagiam no espaço exterior, com os objetos e materiais habituais. Para a segunda recolha, introduziram-se materiais soltos, objetos afuncionais e reutilizáveis, sem uma função lúdica pré-definida. Em ambas as condições, observou-se a interação, exploração e manipulação desses materiais pelas crianças. Os resultados revelaram que os materiais soltos propiciaram maior exploração e diversidade de comportamentos lúdicos, bem como um aumento significativo das interações sociais entre as crianças. Foi também observada maior complexidade no brincar individual e social; com momentos de auto-organização e cooperação espontânea. Os comportamentos de observação, frequentemente confundidos com passividade, revelaram-se associados a ação e interação. Este estudo reforça a importância de ambientes educativos ricos e desafiadores, onde as crianças possam ser protagonistas do seu processo de aprendizagem. Concluise que proporcionar o brincar livre com materiais soltos no exterior, pode ser uma estratégia didática eficaz para promover o desenvolvimento motor e lúdico da criança, bem como as interações sociais.
  • Brincar em Educação de Infância
    Publication . Dinis, Telma Isabel Batista; Catela, David; Togtema, Margarida
    Embora o brincar seja reconhecido como uma atividade essencial para o desenvolvimento integral das crianças, atualmente muitas instituições de educação pré-escolar tendem a valorizar atividades predominantemente didáticas, baseadas em materiais e objetos estruturados ou pré-estruturados, isto é, com uma funcionalidade predefinida. Pensamos que no contexto educativo do pré-escolar, deve dar-se a oportunidade à criança para explorar, livremente ou orientado, objetos cuja funcionalidade não é óbvia, apelando a capacidade de ações e interações divergentes, isto é, que possam evoluir em vários sentidos, e não unicamente convergentes, isso é, num único sentido. Para elaborar esta reflexão, durante os sucessivos estágios, explorámos várias atividades semiestruturadas ou estruturadas, isto é, parcial ou totalmente pré-definidas e orientadas por nós, cuja contextualização, descrição e reflexão apresentamos na primeira secção deste relatório. Essa experiência levou-nos a questionar sobre as potencialidades que a exploração, em atividades não estruturadas, de objetos funcionais e não funcionais pode oferecer às crianças. Tal resultou no nosso estudo, cujo objetivo essencial foi analisar o efeito de atividades não estruturadas no brincar, com recurso a materiais soltos e materiais afuncionais, numa sala do pré-escolar, com crianças dos cinco anos de idade. Trata-se de um estudo descritivo associativo, não experimental, sem grupo de controlo, com nível de cegueira único (experimentadora sabia de objetivo do estudo, mas amostra não), com um momento de recolha de dados; através de registo e análise de individual e interativa de comportamentos, para a totalidade da sessão, registada em vídeo, com sistema de classificação baseado em categorias definidas por autores reconhecidos. Os resultados revelam o previsível para esta idade no brincar individual, onde foi predominante o brincar funcional, ou seja, aquele em que a criança atribui ao objeto uma funcionalidade. No entanto, brincar exploratório de objetos, isto é, aquele em que a criança procura propriedade do objeto; com frequência menos esperada nesta idade, também esteve bastante presente, provavelmente atribuível à presença de objetos afuncionais, que carecem de exploração prévia das suas propriedades, para depois lhe atribuírem uso funcional. Também como previsível nesta idade, o tipo de brincar social mais frequente foi o social simples, isto é, aquele em que a criança se envolve numa atividade igual ou similar e fala, sorri, partilha objetos. Principalmente, observámos uma enorme diversidade de situações em que as crianças evoluíram de comportamentos de brincar mais essenciais para outros mais complexos, tanto no brincar individual como no social; como desvendámos diversos episódios em que naturalmente as crianças exploraram competências que vão ao encontro de objetivos de vários domínios constantes nas OCEPE (2016). Decorre daqui que consideramos que o brincar livre, em contexto de atividade não estruturada, com objetos soltos, pode propiciar às crianças de 5 anos o desenvolvimento de competências individuais e sociais, de modo autorregulado; bem como, criar situações que poderão ser exploradas em contexto de atividade estruturada, para prossecução de objetivos didáticos e pedagógicos.
  • A importância da utilização de materiais manipuláveis na educação pré-escolar no domínio da matemática
    Publication . Nunes, Beatriz Antunes; Colaço, Susano
    Neste relatório de estágio, realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, é apresentado todo o trabalho desenvolvido ao longo das três práticas de ensino supervisionada realizadas no âmbito do mestrado, com destaque para o estudo concretizado na última prática. O documento divide-se em duas partes. A primeira parte diz respeito às reflexões das experiências e aprendizagens adquiridas nas práticas de ensino supervisionada. Na segunda parte apresenta-se o trabalho investigativo, realizado em dois estágios em contexto de Jardim de Infância, que teve como intuito averiguar e compreender a importância do uso de materiais manipuláveis no domínio da matemática neste contexto. Este estudo de carácter qualitativo, centrado na Prática de Ensino Supervisionada, envolveu dois grupos de crianças do Jardim de Infância. Com base numa proposta pedagógica em torno de seis tarefas matemáticas, no âmbito dos dois estágios, utilizando materiais manipuláveis estruturados e não estruturados, foram recolhidos dados com recurso à observação participante, grelhas de observação, registos fotográficos e notas de campo. Os resultados mostraram que os materiais manipuláveis são motivadores para o desenvolvimento das várias dimensões da competência matemática, pois despertam a curiosidade, autonomia o interesse nas crianças e facilitam a sua aprendizagem. No geral, todos os materiais eram familiares para as crianças, e mesmo aqueles que eram desconhecidos em termos exploratórios geraram um envolvimento positivo nas tarefas. As crianças desenvolveram várias competências matemáticas, bem como passaram a compreender ideias e conceitos que antes eram abstratos. O estudo também mostrou que os materiais manipuláveis proporcionam uma maior comunicação, concentração, entusiasmo, ajudam o educador a promover um ensino e aprendizagem da matemática mais estimulante e eficaz, contribuindo para um ambiente rico e divertido.