Mestrado em Educação Pré-Escolar
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Percorrer Mestrado em Educação Pré-Escolar por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
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- A música na promoção do bem-estar emocional da criança em idade pré-escolarPublication . Bezerra, Maria Ana Tarrio Agreiro; Luís, Helena; Togtema, MargaridaA perceção de que a música pode contribuir para o aumento da sensação de bemestar, através da produção de neuro hormonas (Areias, 2016, p.147), constituiu o ponto de partida para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico que valoriza a música como facilitadora do processo de aprendizagem e da expressão emocional das crianças. O presente estudo foi desenvolvido no âmbito das Práticas de Ensino Supervisionadas em creche e jardim de infância e tem como objetivo analisar de que forma a participação em atividades musicais pode influenciar o bem-estar emocional de crianças em idade pré-escolar. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, baseado na observação de três crianças entre os 3 e os 5 anos durante a participação em diferentes atividades musicais. A recolha de dados foi realizada através de registos audiovisuais e notas de campo. Os resultados sugerem que as atividades musicais associadas ao movimento expressivo e à exploração sonora favoreceram níveis mais elevados de envolvimento, expressividade e interação entre as crianças.
- Brincar e aprender como uma mesma coisa: duas experiências com o espaço exterior em JIPublication . Gonçalves, Sofia Sousa; Barboza, JulianaEste relatório final insere-se no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, na Escola Superior de Educação de Santarém, sendo desenvolvido na sequência da prática realizada nos contextos de creche e de jardim de infância. O relatório contempla duas partes. A primeira tem como finalidade a análise e reflexão das aprendizagens proporcionadas pelas práticas pedagógicas desenvolvidas nos dois contextos. A segunda parte corresponde à componente investigativa, cujo objetivo foi compreender de que forma o brincar no espaço exterior pode ser entendido como uma prática educativa e não apenas lúdica, explorando as aprendizagens que dele surgem. Para tal, foi realizado um estudo de natureza qualitativa e interpretativa que envolveu crianças de dois grupos de pré-escolar. Os dados foram recolhidos através de observação direta, registos escritos e registos fotográficos. Os resultados evidenciaram que o espaço exterior constitui um ambiente rico em estímulos cognitivos, motores, emocionais e sociais, permitindo às crianças explorar, experimentar e interagir de forma livre e autónoma. Embora este espaço possa ser intencionalmente preparado pelo educador, é no brincar não estruturado e livre que surgem aprendizagens significativas. O papel do adulto passa por garantir que este seja um espaço seguro, estimulante e aberto às descobertas, sem limitar as crianças nas suas ações. A diversidade de estímulos proporcionada pelo exterior favorece o desenvolvimento da criatividade, curiosidade e a resolução de conflitos, promovendo uma relação mais próxima, consistente e sustentável com o meio ambiente
- Brincar em Educação de InfânciaPublication . Dinis, Telma Isabel Batista; Catela, David; Togtema, MargaridaEmbora o brincar seja reconhecido como uma atividade essencial para o desenvolvimento integral das crianças, atualmente muitas instituições de educação pré-escolar tendem a valorizar atividades predominantemente didáticas, baseadas em materiais e objetos estruturados ou pré-estruturados, isto é, com uma funcionalidade predefinida. Pensamos que no contexto educativo do pré-escolar, deve dar-se a oportunidade à criança para explorar, livremente ou orientado, objetos cuja funcionalidade não é óbvia, apelando a capacidade de ações e interações divergentes, isto é, que possam evoluir em vários sentidos, e não unicamente convergentes, isso é, num único sentido. Para elaborar esta reflexão, durante os sucessivos estágios, explorámos várias atividades semiestruturadas ou estruturadas, isto é, parcial ou totalmente pré-definidas e orientadas por nós, cuja contextualização, descrição e reflexão apresentamos na primeira secção deste relatório. Essa experiência levou-nos a questionar sobre as potencialidades que a exploração, em atividades não estruturadas, de objetos funcionais e não funcionais pode oferecer às crianças. Tal resultou no nosso estudo, cujo objetivo essencial foi analisar o efeito de atividades não estruturadas no brincar, com recurso a materiais soltos e materiais afuncionais, numa sala do pré-escolar, com crianças dos cinco anos de idade. Trata-se de um estudo descritivo associativo, não experimental, sem grupo de controlo, com nível de cegueira único (experimentadora sabia de objetivo do estudo, mas amostra não), com um momento de recolha de dados; através de registo e análise de individual e interativa de comportamentos, para a totalidade da sessão, registada em vídeo, com sistema de classificação baseado em categorias definidas por autores reconhecidos. Os resultados revelam o previsível para esta idade no brincar individual, onde foi predominante o brincar funcional, ou seja, aquele em que a criança atribui ao objeto uma funcionalidade. No entanto, brincar exploratório de objetos, isto é, aquele em que a criança procura propriedade do objeto; com frequência menos esperada nesta idade, também esteve bastante presente, provavelmente atribuível à presença de objetos afuncionais, que carecem de exploração prévia das suas propriedades, para depois lhe atribuírem uso funcional. Também como previsível nesta idade, o tipo de brincar social mais frequente foi o social simples, isto é, aquele em que a criança se envolve numa atividade igual ou similar e fala, sorri, partilha objetos. Principalmente, observámos uma enorme diversidade de situações em que as crianças evoluíram de comportamentos de brincar mais essenciais para outros mais complexos, tanto no brincar individual como no social; como desvendámos diversos episódios em que naturalmente as crianças exploraram competências que vão ao encontro de objetivos de vários domínios constantes nas OCEPE (2016). Decorre daqui que consideramos que o brincar livre, em contexto de atividade não estruturada, com objetos soltos, pode propiciar às crianças de 5 anos o desenvolvimento de competências individuais e sociais, de modo autorregulado; bem como, criar situações que poderão ser exploradas em contexto de atividade estruturada, para prossecução de objetivos didáticos e pedagógicos.
- Conceções das crianças do jardim de infância sobre seres vivos: práticas pedagógicas e sustentabilidadePublication . Alves, Andreia Sofia Silva; Linhares, ElisabeteO presente relatório insere-se na Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. O trabalho é dividido em duas partes: a primeira aborda os estágios realizados em creche e jardim de infância, refletindo criticamente sobre as aprendizagens e práticas pedagógicas. A segunda parte foca o percurso investigativo, analisando as conceções das crianças sobre os seres vivos e a sua conexão com os valores de sustentabilidade. A abordagem qualitativa do estudo, baseou-se na observação participante, entrevista semiestruturada, análise documental, registo fotográfico e notas de campo. Os resultados indicam que a maioria das crianças têm conceções adequadas acerca dos seres vivos, e que ao longo do tempo, foram desenvolvendo valores de sustentabilidade. As entrevistas revelaram que os familiares transmitem medos que afetam a preservação ambiental e que os espaços escolares restringem a exploração dos habitats, limitando as experiências educativas das crianças.
- O desenho infantil livre: temáticas, significados e desenvolvimento gráfico em idade pré-escolarPublication . Penteado, Catarina Sofia da Silva; Tagarro, MartaO presente relatório foi desenvolvido no âmbito do Mestrado de Educação Préescolar e tem como propósito refletir sobre o percurso ao longo dos três estágios e apresentar o trabalho investigativo desenvolvido. As práticas de ensino supervisionadas em creche e jardim de infância constituíram momentos de aprendizagem, permitindo a consolidação de conhecimentos e o desenvolvimento de competências essenciais à prática profissional. Relativamente ao estudo, o desenho infantil assume-se como uma forma privilegiada de expressão, através da qual a criança revela a sua perceção e interpretação das vivências que considera significativas, refletindo conhecimentos adquiridos, estados emocionais e a forma como se relaciona com os contextos em que está inserida. Neste sentido, o estudo intitulado: “O Desenho Infantil Livre: Temáticas, Significados e Desenvolvimento Gráfico em Idade Pré-Escolar”, partiu da seguinte questão de investigação: “Como se caracteriza o desenho infantil em crianças de idade pré-escolar?”. Deste modo, procurou-se dar resposta às seguintes questões: Como se caracterizam globalmente os desenhos realizados pelas crianças, nomeadamente ao nível da cor, preenchimento e elementos gráficos utilizados?; Quais são os temas mais recorrentes no desenho infantil livre?; Será que o desenho livre permite que as experiências significativas da criança sejam representadas?; De que forma as crianças verbalizam e atribuem significado às suas produções gráficas?; As produções gráficas das crianças evidenciam características correspondentes às fases do desenvolvimento do desenho infantil?. O estudo teve como participantes 101 crianças com 4 e 5 anos e foi desenvolvido com recurso a uma metodologia mista, integrando uma abordagem quantitativa na análise dos desenhos infantis e uma abordagem qualitativa na interpretação dos diálogos das crianças acerca das suas produções gráficas. Os instrumentos foram desenhos livres elaborados pelos participantes, e as respostas dadas à pergunta-chave: “Podes contar-me o que desenhaste?”. Os resultados evidenciaram a predominância de representações associadas à natureza, à família, à criança, aos animais e a elementos afetivos, bem como a presença de características típicas da fase de desenvolvimento do desenho correspondente à idade das crianças, embora se tenham identificado também traços de fases mais avançadas, como é o caso da transparência e utilização da linha base.
- Estratégias implementadas pelo Educador/a para desenvolver literacia artísticaPublication . Monteiro, Beatriz de Oliveira Pirralha; Brito, ClaraO presente estudo, intitulado de“Estratégias Adotadas pelo Educador/a para Implementar a Literacia Artística”, surge do meu interesse pelo universo artístico e da observação, durante os estágios da licenciatura e da escassa integração das artes nos planos anuais de atividades dos educadores. Essa realidade suscitou uma reflexão sobre a subvalorização da literacia artística no contexto educativo, apesar de seu papel fundamental no desenvolvimento infantil, ao proporcionar às crianças uma forma essencial de expressão, experimentação e descoberta do mundo ao seu redor.. Diante desse cenário, esta investigação tem como objetivo explorar as estratégias que os educadores utilizam para implementar a literacia artística no contexto pré-escolar. Para isso, orientase pelas seguintes questões: qual é o impacto e quais são os benefícios do contacto com a arte, tanto dentro quanto fora do ambiente escolar? De que maneira o educador pode articular visitas de estudo com o trabalho desenvolvido em sala? Como as instituições de ensino podem promover a integração da literacia artística nos planos de aprendizagem, estimulando as crianças de forma envolvente e significativa? Ao abordar essas questões, o estudo pretende contribuir para a valorização das artes na educação infantil, ressaltando o papel essencial do educador na promoção da literacia artística. A pesquisa procura evidenciar como a arte pode enriquecer o percurso educativo das crianças, proporcionando-lhes experiências sensoriais, estéticas e reflexivas que favorecem o desenvolvimento da criatividade, da sensibilidade e do pensamento crítico. Assim, espera-se que os resultados desta investigação não ampliem apenas a compreensão sobre a importância da literacia artística, mas também inspirem a práticas pedagógicas que integrem as artes de maneira mais efetiva no quotidiano escolar, beneficiando o desenvolvimento integral das crianças.
- A importância da utilização de materiais manipuláveis na educação pré-escolar no domínio da matemáticaPublication . Nunes, Beatriz Antunes; Colaço, SusanoNeste relatório de estágio, realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, é apresentado todo o trabalho desenvolvido ao longo das três práticas de ensino supervisionada realizadas no âmbito do mestrado, com destaque para o estudo concretizado na última prática. O documento divide-se em duas partes. A primeira parte diz respeito às reflexões das experiências e aprendizagens adquiridas nas práticas de ensino supervisionada. Na segunda parte apresenta-se o trabalho investigativo, realizado em dois estágios em contexto de Jardim de Infância, que teve como intuito averiguar e compreender a importância do uso de materiais manipuláveis no domínio da matemática neste contexto. Este estudo de carácter qualitativo, centrado na Prática de Ensino Supervisionada, envolveu dois grupos de crianças do Jardim de Infância. Com base numa proposta pedagógica em torno de seis tarefas matemáticas, no âmbito dos dois estágios, utilizando materiais manipuláveis estruturados e não estruturados, foram recolhidos dados com recurso à observação participante, grelhas de observação, registos fotográficos e notas de campo. Os resultados mostraram que os materiais manipuláveis são motivadores para o desenvolvimento das várias dimensões da competência matemática, pois despertam a curiosidade, autonomia o interesse nas crianças e facilitam a sua aprendizagem. No geral, todos os materiais eram familiares para as crianças, e mesmo aqueles que eram desconhecidos em termos exploratórios geraram um envolvimento positivo nas tarefas. As crianças desenvolveram várias competências matemáticas, bem como passaram a compreender ideias e conceitos que antes eram abstratos. O estudo também mostrou que os materiais manipuláveis proporcionam uma maior comunicação, concentração, entusiasmo, ajudam o educador a promover um ensino e aprendizagem da matemática mais estimulante e eficaz, contribuindo para um ambiente rico e divertido.
- A importância do "Desenho Sugerido", no Jardim de Infância-Amostra parcialPublication . Martins, Cláudia Isabel Silva; Brito, ClaraO presente documento encontra-se organizado em duas partes. A Parte I descreve o percurso realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar, destacando as experiências vivenciadas nas Prática de Ensino Supervisionada, em contexto de creche, Jardim de Infância I e II, apresentando os projetos desenvolvidos nestes contextos. Seguidamente na Parte II apresenta-se o exercício investigativo que pretende aprofundar o tema do desenho infantil partindo da seguinte pergunta de investigação: Qual a importância do desenho sugerido para o desenvolvimento das crianças em contexto de Jardim de Infância? Para dar resposta a esta questão foi fundamental começar por entender que o valor do desenho infantil, tem outras dimensões para além da expressão artística. Esta componente artística é também uma ferramenta de aprendizagem e desenvolvimento pessoal, que contribui para a aquisição de competências como criatividade, concentração, habilidades motoras e o gosto pelas artes. Neste âmbito o educador tem um papel essencial, a fim de promover um ambiente estimulante, tendo em conta que as suas atitudes devem ser tomadas em prol do desenvolvimento da expressão das crianças. Este estudo adotou uma abordagem qualitativa, envolvendo a participação de uma educadora cooperante no preenchimento de um questionário on-line, e vinte e três crianças com idades compreendidas entre três e seis anos de idade, com quem realizei as atividades que contemplaram momentos de desenho, e a partir da observação das mesmas, colhi as informações que inscrevi em tabelas realizadas para dar resposta aos objetivos da investigação. Estes objetivos dizem respeito à contribuição do desenho para o desenvolvimento da criança, bem como entender qual a opinião/postura educativa da educadora cooperante sobre o papel da educação artística no Jardim de infância. Os resultados apontam que o desenho infantil é uma atividade rica em potencialidades, permitindo às crianças desenvolverem competências essenciais e expressarem emoções, ideias e perspetivas. Contudo, foi também identificado que a regularidade e a valorização desta atividade em contexto educativo dependem amplamente da postura e da visão do/a educador/a, bem como da disponibilidade de materiais e recursos apropriados. É imperativo que o desenho infantil receba a devida atenção nas práticas pedagógicas, com estratégias que visem integrar essa atividade no quotidiano escolar como um meio de desenvolvimento integral da criança.
- A importância do livro e da leitura na promoção da linguagem oral no jardim de infânciaPublication . Fortunato, Catarina Germano Santos Mira; Cardoso, Inês; Rodrigues, CarinaO presente relatório foi elaborado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação de Santarém e reflete o percurso desenvolvido ao longo das unidades curriculares de Prática de Ensino Supervisionada (PES). Este percurso incluiu três contextos distintos na zona de Rio Maior: uma creche, numa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), com um grupo misto de 16 crianças entre 1 e 2 anos; um primeiro estágio em jardim de infância, com 38 crianças dos 3 aos 6 anos; e um segundo estágio no mesmo contexto, com o mesmo número de crianças, onde decorreu a investigação. A primeira parte do relatório descreve os contextos educativos, os grupos, os projetos de intervenção, os ambientes pedagógicos e as atividades realizadas. Em creche, as práticas centraram-se no desenvolvimento da autonomia e da linguagem emergente, enquanto nos contextos de jardim de infância, as intervenções pedagógicas privilegiaram os domínios da cidadania, da expressão emocional e da linguagem oral, com recurso sistemático à literatura infantil como mediação. A segunda parte do relatório foca-se na prática investigativa desenvolvida durante o estágio final, subordinada ao tema “A importância do livro e da leitura na promoção da linguagem oral no jardim de infância”. Com base numa metodologia qualitativa, foram implementadas quatro sessões de mediação de leitura, explorando obras de literatura infantil selecionadas por critérios definidos como mais importantes por Sobrino (2000): o formato resistente a manipulação pouco experiente; o texto não ser demasiado extenso; as ilustrações bem visíveis e claras; conteúdos simples mas não simplistas. O grupo participante foi constituído por 10 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos, uma amostra de conveniência e representatividade da diversidade do grupo maior. Os dados foram recolhidos através da observação direta participante, apoiada na elaboração de notas de campo, e da observação indireta, por meio de gravações áudio. Os resultados demonstram que a leitura em contexto educativo, quando mediada intencionalmente, promove não só a ampliação do vocabulário e a estruturação do pensamento, mas, também, o envolvimento emocional e a partilha verbal. Constatou-se uma evolução significativa na participação oral das crianças, especialmente quando envolvidas em rotinas de leitura interativas e contextualizadas. Conclui-se que o livro e a leitura podem ser instrumentos fundamentais no desenvolvimento da linguagem oral, sobretudo quando associados a práticas pedagógicas coerentes, afetuosas e atentas à escuta da criança.
- A inteligência emocional na Educação Pré-EscolarPublication . Martins, Diana Filipa Teixeira; Seixas, SóniaO presente Relatório Final de Estágio, elaborado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar realizado na Escola Superior de Educação de Santarém, apresenta as aprendizagens, as dificuldades, as vivências experienciadas ao longo dos estágios realizados nos contextos de creche e jardim de infância, bem como o trabalho desenvolvido e a componente investigativa centrada no tema “A Inteligência Emocional na Educação Pré-Escolar”. O relatório organiza-se em duas partes: a primeira foca-se na contextualização dos diferentes contextos de estágio e na prática pedagógica, evidenciando aprendizagens, desafios, atividades realizadas e a reflexão sobre a intervenção durante a minha prática de ensino supervisionada; a segunda parte refere-se à investigação, de natureza qualitativa, desenvolvida sob a forma de estudo de caso. A investigação procurou compreender a importância atribuída pelos educadores ao desenvolvimento emocional das crianças na sua prática quotidiana. Participaram no estudo cinco educadores de infância a exercer funções em contexto de jardim de infância e oito crianças de 5 anos de idade. A recolha de dados foi realizada através de entrevistas estruturadas aos educadores, entrevistas semiestruturadas às crianças, e notas de campo que permitiram registar e refletir sobre interações entre crianças e entre crianças e adultos. Os resultados evidenciaram que os educadores reconhecem a inteligência emocional como uma competência essencial, assumindo-se como modelos emocionais no quotidiano da sala. As crianças revelaram capacidades de reconhecimento e expressão emocional, ainda que dependentes da mediação do adulto para gerir emoções mais complexas. As estratégias pedagógicas implementadas, nomeadamente a literatura infantil, os jogos e as atividades colaborativas, demonstraram contribuir de forma significativa para o desenvolvimento socioemocional. Ao desenvolver a literacia emocional, o educador promove não só o desenvolvimento socioemocional, mas também um ambiente inclusivo, onde todas as crianças aprendem a compreender-se a si próprias e aos outros.
