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- Um olhar reflexivo sobre o impacto da transição entre a educação pré-escolar e o 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Pessoa, Ana Luísa Ramos Sá; Piscalho, IsabelO presente relatório foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar (EPE) e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Santarém. O trabalho está organizado em duas partes distintas. Na primeira, apresenta-se a experiência decorrente dos estágios, descrevendo as caraterísticas das instituições, dos grupos de crianças e dos projetos implementados em cada contexto educativo. A segunda parte é dedicada a uma investigação de natureza mista, cujo principal objetivo é explorar as transições educativas entre a EPE e o 1.º CEB. O estudo integrou a participação de Encarregados de Educação (EE) através de um inquérito por questionário, visando conhecer de que forma apoiam os seus educandos durante este processo de transição. Complementarmente, foram realizadas entrevistas a crianças no jardim de infância (JI) e no 1.º ano do ensino básico, tendo como objetivo perceber a sua perspetiva acerca desta mudança. Adicionalmente, procedeu-se à análise das narrativas da investigadora principal, construídas a partir dos diários de bordo, notas de campo e reflexões organizadas de acordo com as quatro fases de Cunningham (2016). Este processo permitiu compreender de forma mais aprofundada o envolvimento pessoal e profissional no estudo, bem como identificar aspetos emergentes da prática que se revelaram relevantes para a investigação. Como principais resultados do exercício investigativo, evidenciam-se estratégias que favorecem o processo de transição entre o JI e a escola, beneficiando todos os intervenientes: crianças, profissionais de educação e famílias. Em consonância com os objetivos do estudo, este trabalho permitiu aprofundar conhecimentos e desenvolver competências que, enquanto futura educadora/professora, contribuirão para o planeamento e a gestão de transições escolares, promovendo o bem-estar das crianças e potenciando as suas aprendizagens.
- A importância da utilização de materiais manipuláveis na educação pré-escolar no domínio da matemáticaPublication . Nunes, Beatriz Antunes; Colaço, SusanoNeste relatório de estágio, realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Educação Pré-Escolar, é apresentado todo o trabalho desenvolvido ao longo das três práticas de ensino supervisionada realizadas no âmbito do mestrado, com destaque para o estudo concretizado na última prática. O documento divide-se em duas partes. A primeira parte diz respeito às reflexões das experiências e aprendizagens adquiridas nas práticas de ensino supervisionada. Na segunda parte apresenta-se o trabalho investigativo, realizado em dois estágios em contexto de Jardim de Infância, que teve como intuito averiguar e compreender a importância do uso de materiais manipuláveis no domínio da matemática neste contexto. Este estudo de carácter qualitativo, centrado na Prática de Ensino Supervisionada, envolveu dois grupos de crianças do Jardim de Infância. Com base numa proposta pedagógica em torno de seis tarefas matemáticas, no âmbito dos dois estágios, utilizando materiais manipuláveis estruturados e não estruturados, foram recolhidos dados com recurso à observação participante, grelhas de observação, registos fotográficos e notas de campo. Os resultados mostraram que os materiais manipuláveis são motivadores para o desenvolvimento das várias dimensões da competência matemática, pois despertam a curiosidade, autonomia o interesse nas crianças e facilitam a sua aprendizagem. No geral, todos os materiais eram familiares para as crianças, e mesmo aqueles que eram desconhecidos em termos exploratórios geraram um envolvimento positivo nas tarefas. As crianças desenvolveram várias competências matemáticas, bem como passaram a compreender ideias e conceitos que antes eram abstratos. O estudo também mostrou que os materiais manipuláveis proporcionam uma maior comunicação, concentração, entusiasmo, ajudam o educador a promover um ensino e aprendizagem da matemática mais estimulante e eficaz, contribuindo para um ambiente rico e divertido.
- Desenvolvimento de competências de professores bibliotecários em IAGen: estudo de aceitação, uso e implementação dessa tecnologiaPublication . Ribeiro, Paula da Conceição Rodrigues; Loureiro, Anaemergência da Inteligência Artificial Generativa (IAGen) trouxe mudanças significativas nos modos de produção e mediação da informação, colocando novos desafios à educação e, em particular, às bibliotecas escolares. Neste cenário, os professores bibliotecários assumem um papel estratégico na integração desta tecnologia e no desenvolvimento de competências digitais e algorítmicas da comunidade escolar. Este estudo, de natureza mista, analisa os fatores que influenciam a aceitação e o uso da IAGen por professores bibliotecários, visando fundamentar o desenho e a implementação de um modelo de formação, bem como avaliar o seu impacto a partir das perceções dos participantes. A fase quantitativa baseou-se num questionário estruturado segundo o modelo UTAUT2, adaptado com a inclusão do construto “atitude perante o uso” e a exclusão do “hábito”, por se tratar de uma tecnologia emergente, sem rotinas consolidadas. A fase qualitativa, desenvolvida após a formação, recorreu a um grupo focal para explorar perceções, desafios e estratégias de integração da IAGen em contexto de biblioteca escolar. A articulação das duas abordagens possibilitou uma compreensão abrangente e contextualizada do fenómeno. Os resultados evidenciam uma predisposição globalmente positiva, sendo a intenção de uso fortemente influenciada pela expectativa de desempenho, pela motivação hedónica e pela atitude perante o uso. Foram ainda identificadas barreiras relacionadas com a insuficiência de condições facilitadoras, sobretudo ao nível das infraestruturas tecnológicas, do suporte técnico e do apoio institucional. O grupo focal confirmou o potencial da IAGen no apoio ao ensino e à inovação pedagógica, mas salientou a necessidade de programas formativos que articulem tecnologia e pedagogia, superando uma visão meramente instrumental. Em síntese, a aceitação da IAGen pelos professores bibliotecários, embora promissora, depende de políticas institucionais consistentes e de estratégias formativas sustentadas. Neste quadro, apresenta-se um modelo de formação que conjuga os referenciais UTAUT2 e TPACK, procurando oferecer um contributo para a capacitação pedagógica e para a integração crítica da IAGen em bibliotecas escolares.
