Mestrado em Psicologia do Desporto e Exercício
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- Programa de Treino Mental aplicado no Remo: Remada a RemadaPublication . Negra, Catarina BarrigaRESUMO O sensacionalismo do espectáculo e a performance do desportista estão cada vez mais associados à necessidade de se ultrapassar os limites. Com este propósito, elaborou-se este estudo quantitativo e experimental com 18 remadores e três grupos. Dois Experimentais (com participação num Programa Treino Mental) e um de Controlo. O estudo baseou-se na análise dos resultados de dois testes de 2000 m no ergómetro de remo, realizados em dois dias consecutivos, por cada desportista. As variáveis analisadas foram o Tempo, Cadência, Potência, Tempos Parciais, Frequência Cardíaca, Concentração de Lactato e Percepção do Esforço. Faziam parte do Programa duas sessões individuais com o investigador especialista em Psicologia do Desporto, onde foram desenvolvidas técnicas psicológicas, para um dos grupos experimentais enquanto o outro grupo obteve as orientações psicológicas num folheto formativo, onde foram desenvolvidas as mesmas técnicas. Na apresentação dos resultados utilizou-se as médias como indicadores, uma vez que na análise inferencial não se obteve diferenças significativas. A performance melhorou nos Grupos Experimentais, como resultado do Programa de Treino Mental, bem como das aquisições ao nível das habilidades psicológicas. No Grupo onde se aplicou o Programa Remada a Remada, a melhoria foi mais evidente, do exercício 1 para o exercício 2, o tempo baixou 6,7 segundos em média por remador, contra 5,5 segundos do Grupo do Folheto e apenas 0,5 segundos do Grupo Controlo. Confirmou-se assim a eficácia do Programa pela diferença nos resultados. A Psicologia do Desporto, como fica demonstrado, está de parabéns também no Remo. São as pequenas diferenças no desporto de alto rendimento que fazem as vitórias.
- Conceptualização do Jogador Talento no Futebol, A Perspectiva de diferentes Treinadores e o contributo da Psicologia para a sua operacionalizaçãoPublication . Cerqueira, JoanaA investigação das competências psicológicas associadas ao desempenho no desporto e ao rendimento e sucesso desportivo tem vindo a aumentar de modo esclarecedor nos últimos anos. O objectivo primordial desta investigação, subdividida em três estudos, consistiu na análise e comparação de competências psicológicas entre dois grupos de jogadores de futebol, elite e não elite (Estudo I), com o recurso ao Inventário de Competências Psicológicas no Desporto . No Estudo II, o nosso propósito consistiu em analisar as opiniões dos respectivos treinadores em relação a indicadores de excelência nos jogadores, através de uma entrevista semi-dirigida. O terceiro estudo consistiu no cruzamento e complementaridade dos resultados obtidos no Estudo I e no Estudo II. Participaram nesta investigação um total de 177 jogadores de futebol, com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos (M = 14,95), distribuídos por dois grupos, elite (N = 92) e não-elite (N = 85). Fizeram parte desta investigação os 8 treinadores respectivos de cada escalão avaliado, com idades compreendidas entre os 26 e os 40 anos (M= 32,63). Os resultados obtidos evidenciaram diferenças significativas entre os dois grupos de jogadores para todas as competências psicológicas avaliadas. No grupo elite verificamos que as competências que mais se salientam são a Motivação e Ênfase na Equipa. Para o estudo II, concluímos que são os treinadores de elite que melhor conseguem descriminar e especificar as competências psicológicas. No estudo III, estabeleceram-se relações entre os relatos dos treinadores e as competências psicológicas evidenciadas pelos jogadores, especificamente ao nível da Motivação e Controlo de Ansiedade (Sub 14), Concentração e Preparação Mental (Sub 16); Concentração e Auto-confiança (Sub 17).Por último, os resultados dos três estudos são discutidos nomeadamente ao nível da investigação e avaliação psicológica em contextos desportivos.
- Programa de Treino de Competência Psicológicas na Melhoria da Performance da Viragem de Crol na Natação Pura DesportivaPublication . Nogueira, ElianaEste estudo tem como propósito o estudo dos efeitos da aplicação de um Programa de Treino de Competências Psicológicas, com vista à melhoria da performance da Viragem de Crol, assim como o desenvolvimento de competências psicológicas. Numa fase inicial foram consideradas algumas das referências bibliográficas relacionadas com este tema, entre estas alguns dos mais recentes estudo efectuados, posteriormente foram tratados e analisados os resultados recolhidos na avaliação incial e final (antes e após) a aplicação do Programa de Treino de Competências Psicológicas. A amostra deste estudo é composta por 14 atletas (N=14). Os atletas de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, foram divididos em dois grupos de estudo (Experimental e de Controlo). Para a avaliação dos resultados foram utilizados como principais instrumentos, a Escala de Avaliação de Competências Psicológicas, (OMSAT 3), uma Ficha de Avaliação/Observação da Viragem de Crol, construída especificamente para este estudo e foi utilizado o programa informático Quintic Sports 1.08 - Premier Sports Video Analysis Software para o registo cronométrico dos tempos de execução da Viragem de Crol. Da análise dos resultados obtidos, conclui-se que o treino de competências psicológicas pode melhorar a performance da Viragem de Crol, podemos concluir que os atletas sujeitos ao PTCP melhoraram as pontuações obtidas na avaliação da qualidade de execução da Viragem, bem como diminuiram a velocidade de execução da mesma, após a aplicação do Programa de Treino de Competências Psicológicas. Ao nível das competências psicológicas, é possível concluir que os atletas do Grupo Experimental apresentam algumas melhorias ainda que estas não sejam significativas.
- Relação entre a Coesão, o Clima Motivacional e a Satisfação em Modalidades ColectivasPublication . Alves, IsauraRESUMO Objectivos: O principal objectivo deste estudo centrou-se na análise das diferenças entre modalidade, escalão e género na coesão, no clima motivacional e satisfação, verificar se existia relação entre os três constructos em análise e, verificar se o clima motivacional assume-se como variável preditora na coesão de grupo. Metodologia: A população é composta por 979 atletas masculinos e femininos de basquetebol e andebol incluídos no escalão iniciados e juvenis, idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos. Foi aplicada a Escala Clima Motivacional no Desporto (MCSYS), Questionário de Ambiente de Grupo (QAG) e Questionário da Satisfação do Atleta (ASQ). Para verificar as diferenças foi utilizado o estudo inferencial comparativo através da técnica estatística paramétrica denominada “Coeficiente de Correlação de Pearson”. Para verificar a correlação entre as variáveis foi utilizada a técnica paramétrica de comparação “T de Student”. Por fim, para verificar a natureza dos factores e de que forma e sentido estes factores se influenciam, a análise de “Regressão Linear” As hipóteses testadas colocadas foram testadas para um p≤0,05. Resultados: Os resultados demonstraram variações de acordo com a modalidade, variações dentro de cada modalidade refentes ao escalão e ao género e, variações no escalão, em função de algumas subescalas da coesão, satisfação e clima motivacional. Foram verificadas correlações significativas entre todos os factores, nas quais o ego do clima motivacional relacionou-se negativamente e a tarefa relacionou-se positivamente com todas as outras dimensões. O factor ego prediz negativamente os factores da coesão e, a tarefa prediz positivamente. Conclusões: Existe a necessidade dos técnicos adaptarem os seus comportamentos em função das características da modalidade, do escalão, do género e do tipo de atletas que orientam para assim aumentarem a sua eficácia junto das equipas. As relações estabelecidas entre a coesão, a satisfação e o clima motivacional são a justificativa para a preocupação de desenvolvimento e promoção destas nos desportos colectivos nas camadas de formação. O clima motivacional promove uma melhor coesão de grupo, a importância da criação de climas motivacionais orientados para a tarefa nos treinos por parte dos treinadores.
- Consultadoria em Psicologia do Desporto – Desenvolvimento e Aplicação de um Plano de Intervenção no Futebol JovemPublication . Figueira, JoãoO estágio desenvolvido no Clube de Futebol “os Belenenses”, teve como objetivo principal a aplicação dos conhecimentos obtidos na Licenciatura e 1º Ano de Mestrado em Psicologia do Desporto e do Exercício em situação real de intervenção, no contexto desportivo. No decurso do processo de Estágio foi necessário recorrer a mecanismos e instrumentos para poder avaliar, analisar e caraterizar os potenciais dos praticantes e os recursos existentes na entidade de acolhimento, de modo a possibilitar a execução do estágio na respetiva instituição onde decorrerá o mesmo. Durante o estágio houve necessidade de recorrer a dois períodos de observação, tendo em conta que a meio da época houve alteração do Treinador. Consequentemente, este facto, obrigou a uma revisão do planeamento inicial, que sofreu pequenas alterações. O relatório contém uma breve caracterização da modalidade, a caracterização da equipa, as observações e consequentes planos de intervenção, e a discrição da ação para a comunidade.
- Relatório Final de Estágio - “Desenvolvimento e Aplicação de um Plano Anual de Intervenção na Modalidade de Hóquei em Patins.”Publication . Parente, LuísCom o decorrer do ano lectivo anterior e com a vertente prática nele incorporado, a vontade, o querer e o desejo enorme em vingar e fazer desta, a minha área profissional permanente, ganharam uma predominância considerável. Estudava, trabalhava com um prazer enorme, com a certeza que tudo o que me encontrara a realizar iria ser-me claramente fundamental para o meu futuro. Foi sem dúvida o sedimentar de um rumo que queria que a minha vida tivesse (e sem duvida que sou um verdadeiro optimista relativamente à minha área de intervenção, pois com competência e a cada vez mais abertura dos agentes desportivos, fazem com que esta minha perspectiva se solidifique cada vez mais a cada dia que passa). O ano lectivo evoluía a passos largos, o conhecimento adquirido e os transferes para a prática eram vincados, sendo que, quando me deparei encontrava-me na altura de escolher um estágio… sonhava com o alto rendimento e colocava os pés no chão com a perspectiva ligada à formação. Foi nesta ambivalência que parti rumo a um estágio, com uma autonomia e predisposição considerável, pois queria feedbacks da realidade prática relativamente ao que a nossa área tinha para oferecer. Assim sendo, parti num dia estipulado rumo a uma aventura, com o objectivo claro de passar por três clubes do distrito de Aveiro: Beira-Mar, Ovarense e Oliveirense. A viagem até ao primeiro local, Ovar, foi executada sobre um cocktail de pensamentos e emoções, pois o meu sonho era claro (alto rendimento), perspectiva consolidada no primeiro ano de Mestrado. Sentia que tudo isto era um desafio e estava com enorme vontade de receber feedback relativamente à minha proposta de estágio.
- A Paixão no Desporto: Orientação motivacional e tipo de paixão em jovens atletas federados de futebol de 11 e futsalPublication . Teixeira, PauloResumo A base teórica deste estudo teve como principais conceitos a Paixão no Desporto, a Paixão Harmoniosa (PH) e a Obsessiva (PO) (Vallerand et al., 2003) e a Orientação Motivacional no Desporto (Duda 1992, 1993; Roberts 2001; Biddle et al. 2006). Os objectivos desta investigação foram primeiramente realizar uma Análise Factorial Exploratória (AFE), para verificarmos se a estrutura factorial da Escala de Paixão no Desporto (Vallerand et al. 2003), se confirmava para a população portuguesa. A nossa população foram praticantes de futebol e de futsal, dividindo-os em pré-adolescentes, adolescentes, e em diferentes escalões competitivos (Juniores A, B e C), procurámos saber se haviam diferenças significativas no tipo Paixão no Desporto e na Orientação Motivacional no Desporto. A nossa amostra tem (N=120) atletas de futebol (n=60) e de futsal (n=60), com idades entre os 12 e os 19 anos. As variáveis dependentes são: a Paixão Harmoniosa e Obsessiva, o Ego e a Tarefa, quanto às variáveis independentes consistem: na idade dos praticantes, nos escalões competitivos e nas modalidades desportivas. Utilizámos a tradução preliminar da escala de Paixão no Desporto (PSp) com 14 itens, 7 para a PH (α=.868) e 7 para a PO (α=.915). Outro instrumento utilizado foi o TEOSQp, Questionário da Orientação Motivacional, com 13 itens, 6 para o Ego e 7 para a Tarefa. Na AFE da PSp foram retirados do modelo factorial dois itens, do factor PH e um item na dimensão PO. Utilizámos o t-teste Student verificando-se diferenças significativas entre os desportistas pré-adolescentes e adolescentes, nas variáveis dependentes PH, PO, Tarefa. No método Anova oneway comparámos os escalões competitivos e verificámos que existiam diferenças médias nos mesmos, no factor PH e na Tarefa.
- Desenvolvimento de Competências no Desporto: Estudo de caso Selecções Distritais de Futebol e FutsalPublication . Costa, MóniaRESUMO No presente estudo apresentamos os resultados obtidos com a aplicação da Escala de Avaliação de Competências Psicológicas EACP - OMSAT-3 a 209 Jogadores das modalidades de Futsal e Futebol de Selecções Distritais (estudo caso de uma Associação), na época 2009/ 2010. No estudo descreve-se as Competências Psicológicas avaliadas, determinando as possíveis diferenças em função das variáveis “Finalistas”, “Modalidade Futebol/ Futsal”, “Sexo” e “Escalão de Formação”. Para efectuar uma análise comparativa mais detalhada, o estudo foi dividido em três estudos. Os três estudos indicaram diferenças significativas nas Competências Psicológicas da EACP - OMSAT-3 em função das variáveis existentes. Com estes resultados poderemos elaborar um “Perfil” de Jogador de Selecção Futebol e Futsal.
- Relação entre Inteligência Emocional, Satisfação com a Vida e Prática DesportivaPublication . Silva, JoséResumo Artigo de Revisão Nos anos 90 uma nova concepção de Inteligência despertou a atenção mundial: a Inteligência Emocional (IE). O conceito difundiu-se amplamente em muitas áreas de estudo e, recentemente, captou, também, a atenção da área da Psicologia do Desporto e do Exercício, fazendo-se acompanhar por resultados bastante promissores. No entanto, os conhecimentos sobre a IE neste contexto carecem de sistematização e de um maior esforço de investigação, considerando quer problemas conceptuais quer metodológicos e atendendo ao reduzido número de pesquisa desenvolvida nesta área específica e ao pouco suporte para a intervenção prática. Neste sentido, este trabalho pretende fazer (a) uma breve análise das concepções teóricas sobre IE e sobre a sua avaliação; (b) uma análise crítica da literatura sobre IE no Desporto e (c) propor um modelo de referência para a intervenção na aplicação da IE no contexto da prática desportiva(PD).
- Relatório de Estágio apresentado com vista à obtenção do grau de Mestre em Psicologia do Desporto e do ExercícioPublication . Coutinho, JoanaResumo Este trabalho pretende apresentar de forma detalhada todo o meu percurso desenvolvido ao longo de um ano de estágio no clube da União Desportiva de Leiria. Inicialmente falarei um pouco do meu percurso, desde a chegada ao clube, até á integração numa equipa, apresentando um pouco da história e organização do clube para uma melhor contextualização. Estagiei numa equipa de sub 13 A, composta por 2 treinadores e 16 atletas, com uma média de idades de 13 anos. O meu trabalho começou por uma avaliação diagnóstica durante mais ou menos 2 meses, recolhendo o máximo de informação possível de forma a orientar a minha intervenção ao longo da época. Esta intervenção começou com algumas dinâmicas de grupo, para a melhoria da coesão e espírito de equipa, passando por intervenções relacionadas com definição de papéis, auto-confiança, atenção/concentração e controlo emocional. A melhoria destas competências foi trabalhada tendo em conta o modelo cognitivo-comportamental, baseado em mudança de pensamentos e diálogos internos, recorrendo também ao visionamento de vídeos, estabelecimento de rotinas, e visualização mental.
