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- Caracterização de zonas de Montado do concelho de Coruche com problemas de mortalidade do sobreiroPublication . Azevedo, D.; Potes, JoséA importância económica e ambiental do Sobreiro, que atravessa um grave problema de mortalidade, justificou a procura de soluções para o problema por parte da Associação de Produtores Florestais do Concelho de Coruche e limítrofes (APFC), que desenvolveu um projeto para identificar as áreas afetadas, caracterizando-as edaficamente e estudando a evolução do grau de coberto e de mortalidade no Sobreiro. Para determinar os povoamentos a estudar, foi efetuada uma georreferenciação da mortalidade dos Sobreiros, onde foi possível identificar as áreas de mortalidade e as áreas de recuperação do grau de coberto. Este levantamento foi cruzado com o historial da exploração pecuária extensiva típica destes sistemas de produção agro-silvo-pastoril, de forma a poder estabelecer padrões de intensidade da mortalidade, de acordo com o tipo de solo.
- Programa de combate à traça do tomateiro (Tuta absoluta (Meyrick)) na cultura de tomate para indústria no Vale do TejoPublication . Valério, E.; Nunes, A.; Godinho, Maria; Amaral, A.; Silva, E.; Figueiredo, E.
- Nexus água-nutrientes-energia: uma abordagem integrada no tratamento de efluentes suinícolasPublication . Oliveira, Margarida; Pena, L.; Fragoso, Rita; Duarte, ElizabethA preocupação com os impactes ambientais associados a explorações pecuárias de produção intensiva tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em especial, a elevada concentração de azoto e fósforo dos efluentes suinícolas poderá induzir a poluição dos cursos de água, se a sua gestão não for adequada. Com a crescente procura por energias alternativas às fósseis, novas perspetivas têm sido aplicadas à gestão dos efluentes suinícolas, onde para além do tratamento e redução da carga contaminante dos efluentes, se dá importância à sua valorização. Neste trabalho, estudou-se a depuração dos efluentes suinícolas por Lemna minor e a valorização energética da biomassa produzida por co-digestão anaeróbia. Foram realizados ensaios experimentais comparativos do crescimento da Lemna minor em meio artificial sintético e em efluente suinícola simulando as condições da última lagoa de uma suinicultura. A eficiência de remoção de CQO nos ensaios de depuração foi de 60,0 ±1,0 %. A maior taxa de crescimento observada em efluente suinícola foi de 28,7 ± 2,3 g m-2 dia-1 e as taxas de absorção de nutrientes obtidas foram de 140 mg N m-2 dia-1 e de 3,5 mg P m-2 dia-1. A avaliação do potencial de valorização energética da biomassa foi considerado em ensaios de co-digestão anaeróbia, comparando os ensaios de digestão anaeróbia utilizando efluente suinícola como mono-substrato e a co-digestão, utilizando Lemna minor como co-substrato. Os resultados obtidos evidenciaram o aumento na taxa de produção de biogás e da produção específica de metano em 40% e 44%, respetivamente. Esta abordagem integrada baseada no nexus-água-nutrientes-energia revelou-se promissora para a gestão de efluentes suinícolas. Novos estudos deverão explorar os benefícios combinados e potenciais vantagens e desvantagens destas tecnologias em diferentes escalas.
- Produção em substrato de fibra coco, controlo de qualidade pós-colheita de quatro variedades de tomate redondo para consumo em frescoPublication . Basto de Lima, Maria Gabriela; Gonçalves, S. M.; Lucas, H.Pretende-se avaliar parâmetros de qualidade pós-colheita, e rendimento na produção de tomate (Solanum lycopersicum). As alterações de cor durante o amadurecimento dos frutos são caracterizadas pela redução de clorofila e acumulação de carotenóides, particularmente licopeno. A ausência de tratamentos pós-colheita contribui para a degradação das características físicas e químicas do tomate, tais como: diminuição da resistência ao manuseamento e sólidos solúveis, fatores de extrema importância para o consumo “in natura1, justificando-se a existência de ferramentas de controlo de qualidade em toda a fileira, como cor e textura. A textura é um atributo importante de qualidade interna do tomate para retalhistas e consumidores2. Estabeleceram-se indicadores de qualidade e a sua correlação com a análise química e física de quatro variedades comerciais de tomate redondo (A, B, C, D) produzidas na região oeste, em fresco e refrigerado. Os parâmetros foram: calibre, peso, ºBrix, firmeza (textura), cor e sua relação com a estimativa do teor de licopeno3-7. Efectuaram-se três colheitas em três datas diferentes: 1ª foram colhidos frutos do 1º cacho; 2ª colhidos frutos do 3º e 4º cacho; 3ª foram colhidos frutos do 6º cacho. Analisaram-se cinco frutos em fresco, cinco frutos depois de refrigerados durante uma semana, em frigorífico a 5 ºC e outros em câmara frigorífica a 4 ºC. Os resultados foram sujeitos a tratamento estatístico ANOVA/MANOVA. Constatou-se que qualquer das cultivares pode ser rentável pois todas apresentaram produções elevadas e bons calibres. Todas as cultivares apresentaram uma cor apelativa pois os valores das coordenadas de cor estão cumprem os valores de referência entre o vermelho maduro e o vermelho muito maduro. A variedade D destacou-se pelos valores de ºBrix, dureza e teores de licopeno, em fresco e refrigerada. Pode-se considerar que esta cultivar apresenta maiores vantagens para produção como para a comercialização.
- Bioreator aeróbio de microbolhas: estudo de caso na indústria vinícolaPublication . Oliveira, Margarida; Duarte, ElizabethOs sistemas de tratamento aeróbio de águas residuais vinícolas são de uso comum, devido à sua eficiência e versatilidade mas, evidenciam um consumo de energia elevado, geram grande volume de lamas, têm custos de implantação elevados e não estão ainda totalmente otimizados. O presente estudo visa a conceção e otimização de um biorreator vertical aeróbio de microbolhas (AMBB), à escala piloto, destinado ao tratamento de águas residuais vinícolas. O desempenho do AMBB foi estudado e ajustado em diferentes condições operacionais (regime de alimentação, arejamento e carga orgânica), com base em variáveis de resposta, designadamente carência química de oxigénio (CQO), polifenóis e biomassa produzida, com vista à reutilização da água, diminuição da produção de lamas e do consumo energético e à recuperação de subprodutos vinícolas. Nos ensaios em descontínuo, a remoção de CQO foi de 98-99%, após 15 dias de tratamento, enquanto em regime contínuo essa remoção foi de 93-96%, para uma taxa de arejamento de 20 min h-1 e diferentes taxas de carga orgânica aplicadas. No período da segunda trasfega, a redução da taxa de arejamento (5 min h-1) não alterou significativamente a remoção de CQO, permitindo reduzir o consumo energético e os custos de funcionamento. Apesar da remoção de polifenóis ter sido menos eficiente, estes compostos foram recuperados por sedimentação e ultrafiltração. A biodegradabilidade das águas residuais produzidas em cada fase do processo de vinificação, incluindo um fluxo pouco estudado, decorrente da introdução no processo das melhores técnicas disponíveis, foi avaliada através de características físico-químicas, métodos respirométricos e parâmetros cinéticos, para prever o seu comportamento quando descarregadas no sistema de tratamento. No seu conjunto, os resultados revelaram que o AMBB é uma alternativa economicamente viável aos tratamentos convencionais.
- Influência das condições ecológicas no crescimento do olival em regime superintensivo: resposta da cultivar Galega vulgar à fertilização azotadaPublication . Azevedo, António; Bernardes, P.A reconversão do olival português, sobretudo de sequeiro, com baixas densidades de plantação/produção, aos regimes intensivo/superintensivo é urgente. Em regime de “produção integrada”, a aplicação de N permitida entre os 1-3º anos, é, respectivamente, de 15, 30 e 45 kgha-1. Neste trabalho estudam-se os efeitos da aplicação de N na sua disponibilidade no solo e no crescimento e estado nutritivo das plantas. O estudo decorreu na região de Santarém, num olival superintensivo (cultivar Galega vulgar; 11 meses de idade), numa área onde os cambissolos predominam. Os tratamentos foram efectuados em quadruplicado e distribuídos aleatoriamente. Corresponderam à aplicação de 0, (C) 15 (N15), 30 (N30), 45, (N45) e 200 (N200) kgNha-1. O potencial de mineralização de N dos solos foi determinado pela incubação anaeróbia de amostras, tendo a concentração de N mineral, a altura das árvores e os teores de N foliar, sido determinados mensalmente. A comparação entre médias foi efectuada pelo teste de Tukey (Tukey, HSD). A disponibilidade de N dos solos foi mais elevada que o potencial de mineralização registado. A variação da concentração de N mineral não apresentou um padrão modal definido, não se registando diferenças significativas (p>0,05) entre tratamentos. No final do estudo, a disponibilidade de N dos solos rondava os 65 kgNha-1. Como cerca de 85% do N mineral se encontrava na forma de N-NO3-, as perdas de N por lixiviação eram potencialmente elevadas. O crescimento em altura das árvores foi praticamente linear, não se registando diferenças significativas (p>0,05) entre tratamentos. O mesmo se verificou com os teores de N foliar, que não se correlacionaram com a disponibilidade de N dos solos e se apresentavam como inadequados no final do estudo. Assim, são necessários estudos de longa duração, para se estabelecerem as bases sobre a gestão do N nos olivais superintensivos, face às condições ecológicas nacionais.
- Tecnologia vinagreira: divulgação do projecto de I&DT para o desenvolvimento de novos produtos vinagreiros na ESASPublication . Laranjeira, Cristina; Ribeiro, Maria; Henriques, Marília; Mota de Oliveira, Maria Adelaide; Basto de Lima, Maria Gabriela; Diogo, Maria; Ruivo, P.; Ribeiro, Ana Teresa; Trindade, Carlos; Carvalho, José Manuel Oliveira; Faro, Maria; Torgal, Isabel“Vinagre” é obtido por dupla fermentação alcoólica e acética de substâncias de origem agrícola (EN 13188:2000). A sua aptidão tecnológica, permite também desenvolver produtos compostos, com novas sensações e funcionalidades. Portugal detém cerca de 2% da produção vinagreira da UE, mas as preocupações com a saúde e a procura do mercado gourmet faz acreditar num potencial de crescimento. O projeto propõe o desenvolvimento de produtos que introduzam nobreza e valor, aproveitando matérias-primas com potencial de aplicação e processos incomuns na indústria vinagreira, como aromatização múltipla e conservação de frutos em vinagre1,2. Articularam-se ensaios tecnológicos, analíticos e provas sensoriais, harmonizando frutos (íntegros/cortados/sumos), plantas aromáticas e especiarias, com vinagres simples (vínicos, de sidra, fruta, arroz, álcool) ou em mistura (usando licores, diferentes tipos de vinagre ou seus extractos). Criaram-se dois vinagres vínicos com adições (branco com mirtilo e tinto Touriga Nacional com mel e especiarias) e dois vinagretes aromatizados (de laranja, de physalis). Desenvolveu-se a tecnologia de picklagem fresh pack (não fermentativa), adaptando a picklagem de hortícolas à conservação de frutos doces. Adequou-se, por produto, um conjunto variável de operações: pré-salga, edulcoração, aromatização/especiação, blending, aditivação (E300, E330; E414; E509), tratamento térmico. Desenvolveram-se cinco pickles agridoces: pêraabacaxi, pêra “bêbeda” e de physalis (simples, com murta ou mirtilo)1,2,3,4. No plano físico-químico analisaram-se protótipos e padrões e no microbiológico, grupos microbianos associados à qualidade e segurança (de matrizes/adições). Todos os protótipos cumprem os requisitos de estabilidade (pH<5; acidez>3,6%). Possuem, em comum, inovação e conveniência: novos produtos, com longo tempo de vida de prateleira, são alternativas para a preservação de frutos caros/sazonais/excedentários. Os pickles têm dupla utilização: consumo da fruta e da infusão, como vinagre-de-mesa. A análise financeira destaca a viabilidade económica e sua adaptabilidade à indústria existente1,2. Presentemente, estão em desenvolvimento produtos vinagreiros com tâmara e vinagres licorosos.
- Territórios rurais: entre uma cópia de pintura à resiliência - o papel da comunicação e dos atores públicosPublication . Ruivo, P.; Carvalho, José Manuel Oliveira; Veiga, M.B.São por demais as caracterizações com que pintam o quadro dos territórios rurais e emolduram com questões relativas ao êxodo, ao envelhecimento da população, ao delapidar dos recursos, ao atraso socioeconómico, ao bucólico das atividades que se pretendem ver renascer, aos desejos que tanto se anseiam. Após a entrada na União Europeia o paradigma dos territórios rurais estagnados parecia capaz de ser ultrapassado com um conjunto de políticas de suporte ancoradas em novas e arrojadas ações, em novos e inovadores atores, novos quadros financeiros, abrindo as portas ao tão ambicionado desenvolvimento rural. Passados alguns anos, o paradigma mantém-se, apesar dos muitos diagnósticos traçados e dos estudos que continuam a proliferar. Apesar de alguns terem caído num profundo esquecimento e na desumanização dos seus espaços, outros conseguiram ser e estar resilientes a todo este quadro pitoresco e único. Combate-se, hoje, com outro tipo de qualidade informativa e formativa, onde os atores são, cada vez mais, o artista que com pinceladas de empreendedorismo e de práticas de marketing territorial, dá os retoques necessários num processo em que cada território surge com uma pintura semelhante, mas com tonalidades muito distintas. A responsabilidade desta diferenciação é também da competência dos atores públicos. Alguns têm feito um enorme esforço e alargaram as suas funções ao terceiro nível de geração no trabalho autárquico, integrando algumas boas práticas de marketing, nomeadamente as referentes à comunicação pública à escala local. Os resultados espelham bem o sucesso do uso destas ferramentas, e mesmo aqueles que querem passar ao lado ou que até ao momento não eram capazes de explicitá-los nesta pintura, reconhecem-lhes valor e boa mensagem. Com este trabalho pretende-se apresentar a metodologia aplicada a alguns territórios rurais, no quadro geral e em particular a pintura realizada na freguesia de Avelãs de Cima, nos últimos mandatos.
- Avaliação da qualidade dos figos de uma variedade de “Figo Lampo” com diferentes tempos de refrigeração e de prateleiraPublication . Basto de Lima, Maria Gabriela; Gomes, D.; Geraldes Barba, NunoPretendeu-se avaliar o comportamento de uma variedade de figo lampo com o objetivo de determinar o potencial de comercialização no mercado interno e principalmente no mercado externo. Um dos principais problemas dos figos para comercialização em fresco é a sua grande perecibilidade pós-colheita, quer refrigerados quer em prateleira, quer conjugando as duas situações. Foi realizado um ensaio de campo num pomar de figo Lampo, localizado no concelho de Vila Franca de Xira, no qual foram colhidos 300 figos para avaliação, separados em 2 lotes: Lote A (mais maduros); Lote B (mais verdes). Os figos foram colocados sob condições de refrigeração e de prateleira. Os indicadores de qualidade foram: calibre, massa, Brix e firmeza. Os resultados foram sujeitos a tratamento estatístico ANOVA/MANOVA e também uma análise de componentes principais (ACP). Os resultados obtidos para firmeza e Brix correspondentes aos dias de frio e de prateleira a que os figos foram sujeitos permitiram também avaliar o estado de maturação. Constatou-se que é possível a comercialização para o mercado externo até 4 a 5 dias de armazenamento. Relativamente ao mercado interno é possível colher a fruta madura, mas a comercialização e o consumo devem ser imediatos, pois nesse caso, a vida útil diminui, no máximo três dias, não devendo ultrapassar os 2 dias de frio.
- Resultados de auditorias a trinta estabelecimentos alimentares no âmbito da segurança alimentarPublication . Raimundo, António; Rolo, J.; Amendoeira, A.; Santos, C.Sendo as auditorias uma ferramenta prática que se deverá utilizar em qualquer empresa do setor alimentar, neste trabalho tivemos como objetivo testar a aplicação de um modelo corrente de auditoria na verificação e monitorização das medidas implementadas em cada tipo de estabelecimento. Com o objetivo de estudar as não conformidades existentes no “terreno” realizouse uma abordagem experimental com uma amostragem de trinta estabelecimentos na área alimentar (restaurantes/snack bar; cafetarias/pastelarias; centros de apoio social) que permitissem identificar os incumprimentos por parte dos operadores, e, desse modo, agir de forma preventiva para minimizar tais ocorrências. Através da elaboração de uma lista de verificação foi então possível organizar os dados obtidos e fazer comparações entre categorias de estabelecimentos e principais problemas comuns ao conjunto de estabelecimentos. Concluiu-se que os principais incumprimentos se detetaram sobretudo ao nível da armazenagem e das instalações. Englobando na armazenagem os produtos alimentares não identificados e/ou identificados de forma incorreta, os produtos alimentares acondicionados de forma incorreta e os produtos alimentares em contato direto com o pavimento. Nas instalações verificamos haver falhas nos revestimentos, com sinais de degradação e/ou inadequados e incorreta higienização e desorganização geral. Pelo contacto direto com as empresas, é possível constatar que as causas de tais incumprimentos podem ser variadas e, apesar de se poder afirmar quais são, a verdade é que não passam de especulações fundamentadas nas probabilidades. O importante é conhecer os operadores, não esquecendo que todos são indivíduos diferentes, e como tal, é necessário adaptar e arranjar soluções que visam sobretudo a mudança de comportamentos, a aquisição de conhecimentos, “substituição” de conhecimentos erróneos, a motivação, perceber a perceção de prioridades e ajudar, ao ritmo possível do operador, a melhorar, a prevenir e a controlar possíveis perigos e riscos.
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