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  • Futuro incerto e transição para a vida adulta: as novas gerações diante do projeto de vida
    Publication . Pappámikail, Lia
    Neste capítulo, inspirado pela conferência proferida num gratificante encontro em Belo Ho rizonte em julho de 2019, pretende alinhavar-se algumas reflexões sobre juventude e sobre os dilemas e tensões causados pelo(s) futuro(s) incertos. Se incertos eram à época da conferência, mais incertos são hoje à data da publicação. Com efeito, o primeiro resultado do convite que me foi endereçado pela organização do encontro, foi um processo autorreflexivo sobre o meu próprio percurso de vida. Não por mero efeito de empatia, embora este seja, na minha perspectiva, um exercício necessário ao processo de construção do conhecimento sociológico em geral, e acerca da incerteza face ao futuro em particular, se pretendemos captar os sentidos e significados que estes assuntos têm para os atores que os vivem hoje, mas porque o tema da incerteza me é caro, uma vez que eu simultaneamente vivi e estudei os processos e transições sobre as quais me propuseram refletir, e o meu futuro enquanto jovem fosse, para mim, tão incerto como o dos jovens que hoje nos ocupam o pensamento e reflexão. Senti, pois, necessidade de buscar nesse percurso pessoal os ingredientes de experiência vivida, de investigação produzida, de reflexão socioló gica, para cozinhar este contributo, dando conta, na primeira pessoa, do lugar dos conceitos/ processos sociais de precariedade e incerteza, entre outros. Esta constitui, assim, a primeira paragem deste capítulo. Num segundo momento, proponho-me então a enveredar pelo caminho do lugar do futuro nos estudos de juventude, na medida em que este é um debate global do ponto de vista teórico, não obstante as (re)configurações permanentes da relação dos jovens (dentro da sua infinita diversidade) com o futuro, por via daquilo que se convencionou chamar de transições para a vida adulta e que são, veremos, plurais e sensíveis ao contexto, às estruturas de constrangimentos e oportunidades, e às conjunturas econômicas e culturais. Porque é importante conhecer os traços gerais que caracterizam os jovens, elencam-se, num terceiro ponto, algumas principais tendências que marcam a juventude contemporânea a nível global, embora a diferentes tempos e ritmos. Por fim, para terminar, dedicamos algu mas reflexões ao lugar do futuro e da incerteza na vida dos jovens, procurando contornar o risco de adotar uma perspectiva adultocêntrica e a-histórica, com vista a permitir dar conta dos sentidos atribuídos pelos jovens ao futuro, e também ao presente, onde se constroem percursos de vida e (não) se desenham planos. Este percurso permitir-nos-á sublinhar que a juventude, muitas vezes perspectivada (social e politicamente) como una, representada como se de um grupo social de fronteiras definidas e culturalmente homogéneo se tratasse, não é, como esclareceu Bourdieu (2002 [1980]), mais do que uma palavra.
  • Fazer a ciência chegar mais longe: reflexões sobre o outreach universitário
    Publication . VIEIRA, MARIA MANUEL; PAPPAMIKAIL, Lia; FERREIRA, TATIANA
    Outrora ausente das prioridades das instituições do ensino superior, a divulgação de ciência para públicos não académicos tem ganho protagonismo nos últimos anos, e o chamado outreach tem-se multiplicado nas suas modalidades e públicos-alvo. Partindo da análise dos principais modelos e paradigmas de divulgação de ciência, perscruta-se neste artigo a amplitude e alcance do que é (ou deve ser) a “extensão universitária” e de como a sociologia se inscreve, em particular, nesse processo. A propósito da atividade “Estágios científicos de verão” para alunos do secundário dinamizada no OPJ/ICS-ULisboa, reflete-se sobre as potencialidades, limites e desafios de iniciativas de promoção da educação e cultura científica para não académicos.
  • Formar para incluir: um programa nacional de capacitação de formadores
    Publication . Piscalho, Isabel; Colaço, Susana; Pappámikail, Lia; Correia, Marisa; Cardoso, Inês
    Neste artigo, dar-se-á conta da experiência de construção e implementação de um programa de capacitação, com base nos resultados do seu processo de avaliação, em particular os inquéritos por questionário preenchidos pelos formandos. Esta experiência resultou de um conjunto de opções, centradas no princípio de coconstrução de um processo formativo que incluiu a aferição da sua pertinência no quadro da promoção da qualidade e eficiência do sistema de educação e formação, designadamente no que concerne à problematização e disponibilização de instrumentos para a concretização de uma escola plenamente organizada, em todas as suas dimensões, numa perspetiva inclusiva. Abordar-se-ão dois eixos fundamentais: i. produção de recursos de apoio à educação inclusiva, concebidos na ótica da capacitação de docentes, numa perspetiva não prescritiva, mas no sentido da reflexão, da tomada de decisão consciente e da adoção de práticas educativas com suporte efetivo no conhecimento disponível; ii. reforço do investimento na capacitação de docentes - incluindo, naturalmente, os que presentemente desempenham funções de administração - em matéria de equidade, segundo critérios de inclusão e justiça escolar, por forma a contribuir para o reconhecimento das dimensões política, ética e deontológica do exercício profissional de funções públicas, para o apoio à ação das escolas, nomeadamente, para a promoção de ambientes educativos e de práticas mais inclusivas.
  • Educação Social. Diálogos entre a formação e a profissionalidade
    Publication . Pappámikail, Lia; Delgado, Luísa
    Editorial do número temático Educação Social: diálogos entre a formação e a profissionalidade surge num momento de encruzilhada do processo de institucionalização e consolidação da Educação Social em Portugal, tal como noutros contextos europeus.
  • Conjunto de materiais: educação inclusiva. Módulo 1: gestão da educação inclusiva
    Publication . Pappámikail, Lia; Paz-Beirante, David
    O Conjunto de Materiais apresentados neste primeiro e-book, enquadra-se, pois, no ponto i. Produção de recursos de apoio à Educação Inclusiva e procura gerar reflexão e iniciativas concretas de ação e envolvimento de diferentes interlocutores das comunidades educativas, através de lentes multidimen sionais correspondentes aos pontos de vista e experiências de que são portadores (Brussino, 2021; Cerna et al., 2021).
  • Conjunto de materiais: educação Inclusiva - Módulo 2: diversidade, equidade e Inclusão
    Publication . Pappámikail, Lia; Paz-Beirante, David; Cardoso, Inês
    O Projeto Educação Inclusiva1 , coordenado pelo Ministério de Educação (ME), através da Direção-Ge ral da Educação (DGE), da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) e da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional I.P. (ANQEP, I.P.), alicerça-se na qualidade e eficiência do sistema de educação e formação para a promoção do sucesso escolar, designadamente no que concerne aos instrumentos para a concretização de uma escola plenamente organizada, em todas as suas dimensões, numa perspetiva inclusiva, e desenvolve- -se em três eixos fundamentais: i. Produção de recursos de apoio à educação inclusiva – concebidos na ótica da capacitação de docentes, numa perspetiva não prescritiva, no sentido da reflexão, da tomada de decisão e da adoção d e práticas educativas com suporte efetivo no conhecimento disponível; ii. Reforço do investimento na capacitação de docentes, incluindo, naturalmente, os que pre sentemente desempenham funções de administração e coordenação, e outros agentes edu cativos e sociais, em matéria de equidade, segundo critérios de inclusão e justiça escolar, por forma a contribuir para o reconhecimento das dimensões política, ética e deontológica do exercício profissional de funções públicas, para o apoio à ação das escolas, nomeadamente, para a promoção de ambientes educativos e de práticas mais inclusivas; iii. Acompanhamento e apoio de e à proximidade entre escolas e comunidades através de pro jetos de investigação-ação a desenvolver nas escolas, sendo, numa primeira fase, dedicados à elaboração e aplicação de guias de reflexão sobre educação inclusiva e, numa segunda fase, dedicados ao planeamento, intervenção e monitorização em áreas identificadas pelas comu nidades educativas e locais como deficitárias no âmbito da equidade e inclusão em educação
  • NEETs in Europe: from Plural (In)visibilities to Public Policies
    Publication . Vieira, Maria Manuel; Pappámikail, Lia; Ferreira, Tatiana
    In recent decades, a considerable amount of research on youth transitions (Brooks 2009; du Bois-Reymond and Chisholm 2006; Pais and Ferreira 2010) has pointed to the complexity of contemporary young people’s lives, as progression into adulthood has become increasingly prolonged, fragmented and largely unpredictable. More re cently, the high level of youth unemployment rates observed during the economic crisis became a matter of deep concern for political authorities at the global level (Bendit and Miranda 2015; Eurofound 2012; Inui 2005; Longo and Gallant 2016; Longle 2016; Henderson et al. 2017; Jacinto 2016).