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Treino de força baseado na velocidade: riscos de quedas e marcha

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Orientador(es)

Resumo(s)

O envelhecimento humano envolve diversos comprometimentos fisiológicos (1). Em particular, a diminuição da função sensoriomotora e as alterações no sistema nervoso (2) reduzem a força muscular, potência, equilíbrio e desempenho das capacidades funcionais (3), o que pode aumentar o risco de quedas (4). Por sua vez, estas são a segunda principal causa de mortes relacionadas a lesões não intencionais na população mundial, tornando-se num grave problema de saúde pública para os idosos (5). A queda ou o medo de cair pode prejudicar os níveis de atividade física e desencadear um ciclo vicioso em que o risco de quedas futuras aumenta devido à deterioração das capacidades funcionais causadas pela não participação nas atividades diárias (6). A redução nos níveis de atividade física pode ter efeitos fisiológicos negativos para o envelhecimento da população, aumentando as doenças de crónicas e de doenças não transmissíveis) (7). Devido ao envelhecimento que em regra geral, reduz os níveis de atividade física, a perda de força muscular está entre uma das capacidades reduzidas. Consequentemente, a diminuição da força muscular está associada à redução no desempenho das atividades de vida diária, afetando negativamente a saúde, autonomia funcional, sobrevivência, qualidade de vida, aumentando ainda mais o risco de queda (8). Adicionalmente, esta diminuição de força também pode estar mais intimamente associada ao comprometimento da potência muscular do que da massa muscular (9,10). Neste sentido, tem sido apontado que a potência muscular diminui mais rapidamente com o envelhecimento quando comparada à força muscular (10). Uma forma de prevenir a redução da força e da potência muscular é a realização de treino da força baseado na velocidade (VBT). Este tipo de treino caracteriza-se por realizar as ações concêntricas dos exercícios de força com elevada velocidade (geralmente a maior velocidade possível) e tem demonstrado ser uma abordagem eficaz para o desenvolvimento de potência muscular na população idosa (11,12), com efeitos significativos de curto prazo nas adaptações neurais, morfológicas, na produção de potência muscular (9,12,13) e ao nível das capacidades funcionais (14)(Figura 1). Vários estudos (11,15,16) sugerem que a intervenção acima mencionada tem impacto na capacidade de gerar energia através do sistema anaeróbio aláctico dos idosos. Nesse sentido, a abordagem VBT é uma estratégia de intervenção importante para retardar os efeitos nocivos causados pelo envelhecimento (11,15,17–19). Deste modo, o presente capítulo tem como objetivo apresentar com maior detalhe os fundamentos do VBT, os seus efeitos na intervenção em idosos com ou sem doenças crónicas ou condições clínicas, bem como alguns exemplos de protocolos de treino.

Descrição

Palavras-chave

treino de força velocidade quedas marcha

Contexto Educativo

Citação

Brito,J.P. & Oliveira, R. (2024). Treino de força baseado na velocidade: riscos de quedas e marcha. In F. Campos & E. Ângelo (Eds.), Atividade física, exercício e envelhecimento: guia para profissionais, 75-84pp. ISBN 978-989-752-894-1.

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