Percorrer por autor "Ribeiro, Daniela"
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- Pegada de carbono e pegada hídrica na produção de grilos da espécie Acheta domesticusPublication . Cunha, Nair; Sobreiro, Mónica; Ribeiro, Daniela; Saraiva, Artur; Oliveira, MargaridaSegundo a Organização das Nações Unidas a população mundial irá atingir os 9,1 mil milhões de pessoas, até 2050, intensificando a procura por fontes de proteína animal. A grande pressão que se exerce já sobre os limites naturais dos ecossistemas terrestres e marinhos requer uma mudança profunda de paradigma. A utilização de insetos na alimentação humana, não só pelo seu elevado conteúdo nutricional, como também pela sua eficácia na conversão de alimento, água e espaço, constitui uma alternativa promissora às fontes proteicas tradicionais. O presente estudo visa calcular a pegada hídrica, seguindo a metodologia do Water Footprint Network, e a pegada de carbono, através do software SimaPro 9.0, de uma unidade de produção de grilos da espécie Acheta domesticus, à escala semi-industrial. A monitorização do processo de produção foi efetuada ao longo de 5 ciclos de produção e a unidade funcional (UF) definida foi 100g de farinha. A energia foi a variável mais relevante no cálculo da pegada de carbono (1,44 kg CO2eq/UF), sendo as fases de engorda e de recria aquelas que mais impactaram o processo. No que respeita à pegada hídrica (130 L/UF) verificou-se que a pegada cinzenta representava 99% da pegada hídrica total. Este estudo permitiu compreender as etapas do processo de produção de grilos identificando as etapas com maior impacte ambiental bem como as medidas de mitigação necessárias à sustentabilidade deste sector.
- Tempo e experiência na exploração motora livre de objetos de cartão na crechePublication . Serrão-Arrais, Ana; Ribeiro, Daniela; Rodrigues, Mariana; Rebelo, Melissa; Catela, David“Materiais soltos” podem ser um meio para analisar como crianças pequenas, num contexto de sala de creche, evoluem no seu brincar exploratório e funcional, cujo locus é a união motricidade-objeto, bem como no seu brincar social. Foi dito a 13 crianças (3 anos; 6 meninas), da mesma sala, que podiam brincar livremente com vários objetos de cartão do dia-a-dia. A partir de análise vídeo, foram definidas categorias de comportamentos motores, que obtiveram validação facial e de conteúdo por painel de especialistas; para estimativa de duração dos mesmos. A duração de tipos de brincar social também foi analisada. A análise temporal da evolução e duração dos comportamentos motores sustenta a hipótese da necessidade de as crianças terem tempo para usufruírem da disponibilização destes materiais soltos, em atividade não estruturada (brincar livre) de interior. Emergiu espontânea e progressivamente um envolvimento de todas as crianças no comportamento “batucar”, com modos de ação diversos, que poderá ser explicado como um exemplo de sociomaterialidade com internalização, pois estas crianças de 3 anos, poderão ter transferido uma aprendizagem recente de atividade estruturada com instrumentos de repercussão para uma exploração de objetos de cartão, em experiência grupal.
