| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.14 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introdução: O processo de cuidados desenvolvido pelos enfermeiros carateriza-se pela mobilização de conhecimentos específicos que lhes permitam fazer o diagnóstico e o planeamento do cuidado por eles próprios executado e controlado. Quando os focos de cuidados são famílias migrantes surgem contornos particulares, posto que o processo de cuidados acompanha as mudanças na vida, na saúde, nas relações e no ambiente em que estas pessoas se movem no país que os acolhe. A vivência da saúde e da doença nas pessoas/famílias migrantes, ocorre frequentemente com dificuldades quer na comunicação, pela barreira da língua nas situações de cuidados, quer pela menor sensibilidade cultural dos profissionais nos serviços de saúde. A evidência científica nacional e internacional mostra que estas dificuldades concorrem frequentemente para que surjam vulnerabilidades físicas, psicológicas e/ou socioculturais nas famílias migrantes. Decorre desta realidade que em contexto de formação em enfermagem, se procure investir no desenvolvimento das competências culturais dos estudantes, entendendo-as como as que resultam de um conjunto de habilidades que os enfermeiros precisam desenvolver, para conseguirem cuidar a pessoa/família de forma central e individualizada, desde o momento da avaliação inicial.
Objetivo: Analisar estratégia facilitadora do desenvolvimento de competências nos estudantes do 1º ciclo da formação em enfermagem, com famílias migrantes.
Metodologia: desenvolveu-se um estudo inicial qualitativo e etnográfico; técnicas de recolha de dados: narrativas, observação participante, grupos de discussão e entrevistas. Face aos resultados do estudo, mobilizou-se como estratégia o estudo de caso-análise em sala de aula com os estudantes, que analisaram e discutiram narrativas de enfermeiros sobre cuidados a famílias migrantes.
Resultados: os estudantes revelaram aprendizagens para o desenvolvimento do processo de cuidados com famílias migrantes, nas suas diferentes etapas – pela identificação de diversos valores, costumes, crenças e práticas de saúde e aquisição de maior segurança para a tomada de decisão e resolução de problemas em contexto profissional.
Conclusões: Assumiu-se a estratégia como facilitadora das competências culturais nos estudantes – essencialmente ao nível do seu desenvolvimento cognitivo e da autoconfiança – com reflexos efetivos a serem traduzidos na qualidade do processo de cuidados com famílias migrantes.
Descrição
Apresentado no 1º Congresso Internacional de Enfermagem de Saúde Familiar em Outubro 2018 em Arcos de Valdevez
Palavras-chave
Famílias Migrantes Competências Culturais Estudantes de enfermagem
Contexto Educativo
Citação
Editora
Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Familiar
