Mestrados da ESES
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Percorrer Mestrados da ESES por orientador "Arrais, Ana"
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- Atividades não estruturadas, com recurso a materiais soltos e desperdícios, em contexto do pré-escolarPublication . Esteves, Beatriz Anselmo; Catela, David; Arrais, AnaO presente relatório surge no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação de Santarém e está dividido em duas partes articuladas. A primeira parte engloba a descrição e reflexão das práticas de ensino supervisionadas nos contextos de creche e jardim de infância. A segunda parte diz respeito à componente investigativa que tem como objetivo compreender o efeito de atividades não estruturadas no brincar, com recurso a materiais soltos e desperdícios, numa sala do pré-escolar, com crianças com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos. Trata-se de um estudo não experimental, descritivo misto, longitudinal, com três momentos de recolha de dados, envolvendo observação direta, análise de comportamentos lúdicos e sociais, e uma entrevista sobre o tema à educadora cooperante. No decurso das práticas de ensino são feitas reflexões sobre atividades estruturadas e não estruturadas com diversos materiais, que culminaram com o interesse de uma análise do potencial e das limitações de materiais soltos (materiais naturais e materiais humanos/manufaturados) nas brincadeiras das crianças, em contexto de atividades não estruturadas, e do seu potencial impacto na dinâmica das interações sociais em crianças de uma mesma sala. Assim, através das três sessões as crianças exploraram diversos tipos de brincar social e individual, evoluindo nas interações entre si. Verificou-se que os materiais soltos em contexto de atividade não estruturada, potenciam desenvolvimento do brincar individual e do brincar social, principalmente da 1ª para a segunda sessão, com uma estabilização na 3ª sessão. São discutidas potencialidades e limitações desta estratégica pedagógica.
- Perturbação do desenvolvimento da coordenaçãoPublication . Figueiredo, Beatriz Alexandra Correia; Catela, David; Arrais, AnaO presente relatório foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Pré Escolar, com o objetivo de identificar, analisar e promover o desenvolvimento do comportamento motor relativamente à coordenação motora em crianças do pré-escolar, com idade compreendidas entre os 3 e os 6 anos com 0,83 +/- anos de desvio padrão, que frequentem o jardim-de-infância. As crianças foram inicialmente avaliadas com recurso a um questionário, exibindo os resultados do seu padrão motor coordenativo numa amostra pequena da população em causa. Com base nestes resultados, analisar o padrão motor coordenativo em função da idade, género e problemas de desenvolvimento identificados à priori por profissionais competentes na área do desenvolvimento infantil. Pretendo desenvolver atividades com o objetivo de promover o desenvolvimento das alíneas com pior resultado e as crianças com provável Desordem Coordenativa no Desenvolvimento (DCD) e em risco de DCD, para que possam desenvolver as suas capacidades motoras.
- Será que o enriquecimento do local com materiais soltos propicia diversificação de comportamentos de brincar e de motricidade?Publication . Carvalho, Gonçalo Nuno da Silva; Arrais, Ana; Catela, DavidO presente estudo surge no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação de Santarém, do Instituto Politécnico de Santarém, a partir da experiência acumulada ao longo de três práticas pedagógicas em contextos distintos da educação pré-escolar, e da observação da limitação de materiais disponíveis nos espaços educativos, sobretudo no exterior. Através da investigação, procurou-se compreender o impacto da introdução de materiais soltos (loose parts) no espaço exterior sobre o brincar e a motricidade das crianças. Ao longo dos diferentes estágios realizados, foi possível observar de forma progressiva a relevância do espaço exterior e dos materiais disponibilizados para o desenvolvimento global das crianças. No primeiro estágio, na valência de creche, constatei a escassez de diversidade nos brinquedos existentes e as dificuldades logísticas associadas às idas ao exterior, o que evidenciou a necessidade de alternativas que promovessem maior estímulo. Assim, tornou-se evidente que a introdução de materiais soltos poderia contribuir significativamente para despertar a curiosidade e enriquecer as experiências exploratórias dos bebés. No segundo estágio, já em contexto de jardim de infância, tornou-se claro que as crianças demonstravam grande interesse pelo espaço exterior e pelos materiais naturais presentes no ambiente. A frequência com que recorriam ao brincar livre ao ar livre revelou o potencial educativo deste espaço, permitindo aprendizagens ricas, autónomas e significativas. A utilização de materiais soltos, tais como paus, pedras ou galhos, confirmou-se como uma forma eficaz de fomentar a criatividade e a construção do conhecimento através da exploração. No terceiro e último estágio, observei que o espaço exterior funcionava como um verdadeiro ambiente de liberdade, exploração e descoberta, onde as crianças se envolviam ativamente com materiais diversificados e com o próprio meio. As interações espontâneas, a exploração intensa e o contacto direto com os elementos naturais reforçaram a importância deste ambiente no desenvolvimento integral da criança. Ficou evidente que o brincar ao ar livre, aliado a recursos variados, potencia as competências motoras, sociais e cognitivas. Trata-se de um estudo quase-experimental, em que os sujeitos são controlo de si próprios, com um nível de cegueira único, e dois momentos de recolha de dados. Na primeira recolha, observou-se como as crianças brincavam e interagiam no espaço exterior, com os objetos e materiais habituais. Para a segunda recolha, introduziram-se materiais soltos, objetos afuncionais e reutilizáveis, sem uma função lúdica pré-definida. Em ambas as condições, observou-se a interação, exploração e manipulação desses materiais pelas crianças. Os resultados revelaram que os materiais soltos propiciaram maior exploração e diversidade de comportamentos lúdicos, bem como um aumento significativo das interações sociais entre as crianças. Foi também observada maior complexidade no brincar individual e social; com momentos de auto-organização e cooperação espontânea. Os comportamentos de observação, frequentemente confundidos com passividade, revelaram-se associados a ação e interação. Este estudo reforça a importância de ambientes educativos ricos e desafiadores, onde as crianças possam ser protagonistas do seu processo de aprendizagem. Concluise que proporcionar o brincar livre com materiais soltos no exterior, pode ser uma estratégia didática eficaz para promover o desenvolvimento motor e lúdico da criança, bem como as interações sociais.
