| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 203.51 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
É um fenómeno incontornável o que, ao longo da história, tem sido identificado, relativo ao impacto social de novos conhecimentos científicos, de novas técnicas e tecnologias. Poder-se-á entender como uma metáfora paradigmática o conflito entre Sócrates e o seu discípulo, Platão, no que disse respeito à utilização da escrita (porque, para Sócrates, a escrita poderia prejudicar a memória). Esta metáfora, parece, acompanha a história.
Com efeito, parece verificar-se que num primeiro momento, a tendência geral é de desconfiança, receio e recusa, o que Román Gubern designa “resistências neofóbicas” (Gubern, Roman, 2001, p.10).
Por exemplo, há estudos que demonstram, especificamente em relação a cereais geneticamente modificados, não existirem resistências por parte dos consumidores (como adiante se verá).
Tal significa que nem todos os consumidores demonstram ceticismo face a novos produtos.
Tal como o autor anteriormente citado se refere à “neofobia”, Ulrich Beck (2008, p. 30) refere-se à “tecnofobia”, sendo que esta nos introduz no conceito de risco.
E, assim, surge a questão fundamental, a saber: como os consumidores adquirem os seus valores, constroem as suas atitudes e orientam os seus comportamentos.
O impacto social da inovação tecnológica.
Atualmente, as questões mais mediáticas dizem respeito à ecologia e à biotecnologia.
Em relação a esta última, muitas são as questões que têm sido colocadas. Muito se discutiu acerca da clonagem (muito embora seja, porventura, a própria natureza a inventá-la; se assim não fosse, não haveria gémeos monozigóticos…). Mas, “na ordem do dia” parece destacar-se a manipulação relativa aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e, em particular às culturas transgénicas.
Em 1986, a FDA (Food and Drug Administration) aprovou a primeira vacina geneticamente modificada para combater a Hepatite B. Hoje os perigos não são diretamente identificados pelos nossos sentidos. Eles escondem-se sob a capa da ciência e da tecnologia. Porém, parece colocar-se um novo desafio à sociedade atual (ainda moderna, pósmoderna?) que poderá designar-se “sociedade do conhecimento”.
Não é nossa intenção abordar toda a problemática dos OGM, mas sim tentar compreender o que acontece no que concerne à relação que os consumidores integrados na população identificada, estabelecem com os OGM vegetais.
Com efeito a biotecnologia abrange, também, a manipulação de produtos animais, tal como se verifica com a clonagem, que celebrizou a ovelha Dolly. Não é este o caminho que pretendemos seguir, o qual ultrapassaria o âmbito deste trabalho.
Descrição
Palavras-chave
Atitudes Consumidores Organismos Geneticamente Modificados (OGM)
Contexto Educativo
Citação
FERREIRA, Herlânder - Atitudes dos consumidores face a novas tecnologias : o caso do consumo de OGMs. Livro de resumos [do] Congresso Investigação e Desenvolvimento no IPS. Santarém, 2012. ISBN 978-972-762-358-7
Editora
Instituto Politécnico de Santarém. Unidade de Investigação
