Mestrado em Desporto - Condição Física e Saúde
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Percorrer Mestrado em Desporto - Condição Física e Saúde por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
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- Efeitos de programas de exercício físico na osteopenia e osteoporosePinto, Clemente Armando; Oliveira, Rafael Franco Soares; Brito, João Paulo Morreira deA osteopenia e a osteoporose são caraterizados pela condição de reabsorção óssea com relevância clínica considerável, associadas à diminuição da massa óssea com maior fator de risco a fraturas, principalmente em mulheres após a menopausa e em idade avançada. O exercício físico tem sido indicado como um mecanismo não farmacológico com potencialidade de estimular a formação óssea. Esta dissertação teve como objetivo integrar e analisar a evidência existente sobre o impacto de programas estruturados de exercício físico na saúde óssea de pessoas com osteopenia ou osteoporose. Para tal, foi realizada uma revisão sistemática seguindo as recomendações PRISMA 2020, com recurso aos critérios PICOS para seleção dos estudos e à escala PEDro para análise da sua qualidade. Foram incluídos sete ensaios clínicos randomizados envolvendo adultos com baixa massa óssea, com intervenções de pelo menos oito semanas. Os dados obtidos indicam que o treino de força com progressão de carga e supervisionado tende a produzir maior ganhos na densidade mineral óssea. Programas que combinam força, impacto e equilíbrio mostraram benefícios funcionais relevantes, nomeadamente na redução do risco de queda e fraturas. Já as intervenções de baixa intensidade revelaram pouca influência nos valores densitométricos, mas bons resultados funcionais e qualidade de vida. Conclui-se que o exercício físico estruturado é uma estratégia segura, viável e eficaz para reduzir a perda óssea e melhorar a função musculoesquelética nesta população. No entanto, são necessários estudos com maior rigor metodológico, amostras mais representativas e períodos de seguimento mais longos. Importa ainda sublinhar que a totalidade de estudos incluídos foram desenvolvida na Ásia, Europa, Oceânia e América. O tema permanece praticamente inexplorado em África, particularmente a Guiné Bissau, as especificidades genéticas, alimentares, estilo de vida e clima destas populações justificam investigação própria, que permita adaptar as recomendações e generalizar as conclusões científicas a nível global.
