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Resumo(s)
Os dispositivos móveis têm hoje em dia um papel fulcral no que se refere à determinação do sucesso de novas aplicações móveis, disponibilizando interfaces com o utilizador intuitivas desenvolvidas sobre tecnologia existente ou emergente e apresentadas num formato atractivo. O dispositivo modela a percepção dos utilizadores e determina se estes aceitarão e usarão novos serviços.
Actualmente os dispositivos móveis não se restringem à entrega de serviços de voz, estando a evoluir para lidar com todas as necessidades de comunicação, através de uma ampla variedade de formatos de média. Além disso, estão também capazes de alojar aplicações tornando-se já substitutos de consolas de jogos. No entanto, são apenas o último elo de uma cadeia de entrega de serviços, um sistema com capacidades de desenvolver diferentes ritmos ao longo de toda a cadeia, e a única constante que define a experiência com o utilizador. Desde o seu aparecimento, diferentes actores com diferentes papéis surgiram no mercado das comunicações móveis: fornecedores de plataformas, fornecedores de aplicações, fornecedores de dispositivos, integradores, etc.
Existem alguns paralelismos com o que aconteceu com a indústria dos computadores pessoais na década de 80, embora existam diferenças fundamentais. Os sintomas dos problemas dos primeiros computadores pessoais são similares: sistemas operativos dispersos, aspectos de interoperabilidade e variadas e complexas interfaces com o utilizador. Não obstante, é importante ter em mente que existem algumas diferenças essenciais, quando se comparam as duas indústrias e quando se prevê o seu desenvolvimento na tomada de decisões, bem como se implementam e distribuem as aplicações móveis. Uma diferença e contradição na indústria dos dispositivos móveis, reside no facto de um dispositivo ser mais sofisticado e de mais “gama alta”, quanto mais a sua construção seja baseada em componentes standard [Andersson et al, 2006]. Os dispositivos de “gama baixa” são construídos sobre sistemas proprietários e utilizam interfaces com o utilizador, proprietárias. Uma outra diferença reside na constante necessidade de energia e optimização de espaço. Isto levou a uma integração optimizada de componentes em vez do uso de componentes com interfaces abertas, como existe na indústria dos computadores pessoais. A outra face desta situação é a compatibilidade entre dispositivos de gama baixa e um baixo nível de uniformização entre dispositivos. O amplo alcance de rede – funcionalidade base de um dispositivo móvel, é um outro factor diferenciador que engloba, desde a comutação de circuitos de voz até às tecnologias de acesso que suportam altas taxas de transferência de dados, permitindo a disponibilização de mais funcionalidades. Contudo, também colocam novos problemas para as aplicações móveis e desafios à compreensão do que realmente é aplicável. Uma última e importante diferença é a sua economia de escala: em 2007 foram vendidos em todo o mundo cerca de 1.152.839.800 dispositivos móveis [Winter, 2008]. Isto explica por si, não só a actual importância dos dispositivos móveis, como também o direccionamento da indústria de produção de média e conteúdos, para a mobilização dos seus produtos e serviços. Consequentemente, serviços de difusão de vídeo, áudio e principalmente, serviços de Internet como o Correio Electrónico e a Web, são hoje comuns no mercado dos serviços móveis.
A indústria dos média adoptou o canal móvel por múltiplas e variadas razões, o que levou a que o mercado tenha evoluído muito rapidamente. Segundo Andersson [Andersson et al, 2006], existem três razões principais para tal:
• Tornarem-se digitais e ficaram conectados ao mundo;
• A necessidade de interactividade;
• A necessidade de personalização e marketing.
A mobilização e entrega dos média aos utilizadores de dispositivos móveis requer que o canal móvel tenha requisitos chave:
• A rede móvel deve ter capacidades de distribuição que proteja os direitos de autor;
• Modelos de negócio de difusão de conteúdos e serviços de facturação flexíveis;
• Interoperabilidade e flexibilidade na criação de conteúdos para todos os dispositivos, e formas de manter os conteúdos dinâmicos.
A evolução dos dispositivos pode ser vista de várias perspectivas: ao nível das tecnologias da rede de acesso; ao nível da autonomia e consumo de energia; ao nível dos serviços suportados; sistemas operativos de suporte; tecnologia de hardware; etc. Todavia, a necessidade de estes dispositivos serem “portáteis”, levou a que a sua evolução tenha caminhado também no sentido de se tornarem cada vez mais compactos, o que leva a que o modelo de interacção entre o utilizador e o dispositivo seja directamente influenciado por esta característica.
Este documento apresenta um estudo sobre a Interacção e Aplicações Multimédia em Dispositivos Móveis. Este estudo não pretende possuir um cariz puramente científico, mas também técnico e pedagógico, que permita servir de base para a compreensão dos ambientes, dispositivos e utilizadores móveis, para o desenvolvimento de serviços e aplicações multimédia interactivas em ambientes móveis.
Descrição
Palavras-chave
Multimédia Dispositivos Móveis Interação Android
Contexto Educativo
Citação
Barradas, L. (2019). Interacção e Multimédia em Dispositivos Móveis.
Provas públicas. Professor Adjunto. Sistemas e Tecnologias de Informação. Multimédia e Interacção Homem– Máquina. Instituto Politécnico de Santarém. Escola Superior de Gestão e Tecnologia. Disponível na WWW em: <http://hdl.handle.net/10400.15/5899>
