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- A autoavaliação como estratégia para a melhoria da qualidade do serviço prestado - Estudo de caso num agrupamento de escolasPublication . Leitão, Maria Micaela Calado Pereira Borges; Silva, PerpétuaA publicação da Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, estabeleceu as orientações gerais para a avaliação de escolas, instituindo a obrigatoriedade da autoavaliação e definindo os moldes da avaliação externa. Na literatura da especialidade, é consensual que o objetivo último deste processo deve ser a melhoria organizacional. Para que tal se concretize, a autoavaliação deve assentar em critérios claros que apoiem a tomada de decisão e promovam a apropriação do modelo pelos diversos intervenientes. Só através de um processo abrangente, transparente e participado é que os Agrupamentos conseguem, efetivamente, transformar as suas práticas em prol da qualidade educativa. O presente trabalho de projeto, intitulado "A Autoavaliação como estratégia para a melhoria da qualidade do serviço prestado: Estudo de caso num Agrupamento de Escolas", nasce da necessidade de compreender como a autoavaliação se pode constituir como um pilar de melhoria contínua. O estudo tem como objetivo central aprofundar o conhecimento neste domínio, analisando o processo de autoavaliação num Agrupamento específico para identificar as suas motivações e fragilidades. Em termos metodológicos, optou-se por um estudo de caso de natureza mista (quantitativa e qualitativa). A recolha de dados envolveu a aplicação de inquéritos por questionário ao corpo docente e a realização de entrevistas semiestruturadas a elementoschave da comunidade educativa, designadamente à Diretora, ao Presidente do Conselho Geral e a membros da Equipa de autoavaliação, incluindo o seu Coordenador. Os resultados revelam que a autoavaliação é percecionada como um processo de valor intrínseco e não meramente como o cumprimento de uma imposição legal. Contudo, identificaram-se fragilidades críticas, como a escassez de recursos e, sobretudo, uma interrupção no ciclo avaliativo devido à ausência de um Plano de Melhoria formal e monitorizado que operacionalize as recomendações apuradas. Conclui-se que, apesar dos impactos positivos nas práticas pedagógicas, a participação de alunos, pessoal não docente e encarregados de educação permanece limitada. O trabalho culmina com uma proposta de intervenção que visa tornar a autoavaliação um processo genuinamente cíclico e participativo, focado na consolidação de uma cultura de melhoria contínua partilhada por toda a comunidade.
