Percorrer por data de Publicação, começado por "2026-03-12"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- A organização do espaço educativo e a participação das crianças em contexto de educação de infância e 1.º ciclo do ensino básicoPublication . Oliveira, Ana Carolina Correia; Uva, MartaO presente relatório, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico da Escola Superior de Educação de Santarém, apresenta uma análise crítica da Prática de Ensino Supervisionada em contexto de Creche, Jardim de Infância e de 1.º Ciclo, articulada com um estudo investigativo sobre a influência do ambiente educativo, nomeadamente o espaço físico, na participação das crianças. O estudo contou com a participação de 25 crianças do Pré-Escolar, 21 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico, uma educadora de infância e uma professora do 1.º CEB. O exercício investigativo, de natureza qualitativa, integrou observações sistemáticas da participação dos alunos, grelhas de análise do ambiente educativo e entrevistas semiestruturadas a docentes, com o objetivo de compreender de que forma a organização do espaço condiciona, potencia ou limita a participação infantil nos diferentes contextos educativos mencionados. Os resultados evidenciaram que ambientes flexíveis e organizados em áreas funcionais promovem maior iniciativa e envolvimento dos alunos, enquanto espaços pouco diversificados tendem a restringir oportunidades de participação. Verificou-se ainda que a forma como os docentes integram a dimensão espacial na planificação e na rotina diária constitui um fator decisivo para a qualidade das interações e das aprendizagens.
- Promover a autorregulação da aprendizagem: práticas pedagógicas e reflexão a partir da prática de ensino supervisionadaPublication . Lopes, Catarina Garrido; Piscalho, IsabelO presente relatório de estágio, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, apresenta a trajetória formativa construída a partir das experiências de prática de ensino supervisionada e da investigação realizada ao longo do mestrado. Guiado pela questão "De que forma se pode promover a autorregulação da aprendizagem em crianças na educação pré-escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico?", este trabalho sublinha a importância da postura reflexiva e investigativa na melhoria contínua das práticas educativas. O relatório integra a descrição e reflexão crítica sobre quatro períodos de estágio, concretizados em três contextos distintos: creche, jardim de infância e 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º e 4.º anos de escolaridade). Documenta, ainda, o trabalho investigativo orientado pelos seguintes objetivos: (1) compreender o contributo da utilização da checklist CHILD (Piscalho, 2021) na observação e reflexão sobre a prática pedagógica, visando a identificação das competências autorregulatórias das crianças; (2) explorar as perspetivas das crianças sobre o seu processo de autorregulação da aprendizagem, tendo por base a entrevista com tarefa; e (3) explorar as competências autorregulatórias das crianças no jardim de infância e no 1.º ciclo do Ensino Básico, com o intuito de compreender como promovê-las efetivamente na prática educativa. O exercício investigativo atravessa o(s) processo(s) de estágio, adotando-se uma abordagem qualitativa. Recorreu-se à Lista de Desenvolvimento da Aprendizagem Independente (CHILD) como instrumento de observação e de apoio à prática pedagógica junto de cinquenta e seis crianças da educação pré-escolar e do 1.º CEB. Complementarmente, foram realizadas treze entrevistas semiestruturadas a crianças e a uma profissional especialista na área. A recolha de dados foi conduzida de acordo com princípios éticos, assegurando o consentimento informado e a confidencialidade dos participantes. A análise dos dados, realizada com recurso a análise de conteúdo, análise temática e métodos de triangulação, permitiu identificar práticas e estratégias que favorecem o desenvolvimento de competências autorregulatórias, designadamente o planeamento, a monitorização e a avaliação das próprias ações por parte das crianças. Os resultados revelam que a promoção da autorregulação contribui para uma maior autonomia, capacidade de resolução de problemas e gestão emocional das crianças, facilitando aprendizagens mais significativas e duradouras. O relatório conclui com uma reflexão final onde se traçam recomendações para a prática pedagógica, incluindo estratégias de intervenção e sugestões para a articulação entre contextos educativos, reforçando o potencial da autorregulação como motor para a inovação e a equidade na educação.
