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- Constrangimentos da tarefa e padrão de drible em crianças de 6 a 8 anosPublication . Silveira, Beatriz Alexandre Rocha; Mercê, Cristiana Isabel André Leal; Catela, David Paulo RamalheiraO desenvolvimento do drible parado no basquetebol resulta da interação entre constrangimentos do indivíduo, da tarefa e do envolvimento. Quando crianças sem experiência exploram o drible, ajustes nas propriedades das bolas (peso, diâmetro e pressão/ressalto) podem facilitar a emergência de padrões de contacto mais maduros e maior estabilidade no controlo da bola, em linha com o modelo dos constrangimentos de Newell. O presente estudo analisou o efeito do tipo de bola no padrão de drible parado em crianças dos 6 aos 8 anos (7,11±0,99; N = 28), registando para cada bola em análise (i.e., basquetebol, voleibol, rítmica 17 cm, e rítmica 21 cm) o número de dribles consecutivos e os estádios de prestação e de contacto com a bola (grelhas observacionais), e recolhendo a cotação total do DCDQ-7 (perceção adulta da coordenação motora). Os resultados mostraram que certas bolas. sobretudo a de voleibol, favorecem transições para contacto intermédio/maduro e maior número de dribles, sugerindo um efeito facilitador do constrangimento da tarefa. Observou-se ainda consonância entre coordenação motora percebida (DCDQ-7) e estádio de prestação/contacto, indicando que crianças com menor coordenação tendem a permanecer em estádios imaturos e podem beneficiar proporcionalmente mais de bolas com propriedades facilitadoras. Conclui-se que a seleção criteriosa de bolas constitui uma estratégia pedagógica inclusiva para a aprendizagem do drible parado, capaz de atenuar diferenças de desempenho associadas à coordenação motora percebida. A idade cronológica, por si só, mostrou-se pouco sensível para orientar a aquisição, devendo ser complementada por observação qualitativa e da coordenação motora (DCDQ-7).
