Percorrer por autor "Pereira, Agostinho Aires"
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- A Evolução Tecnológica na Auditoria Financeira: Entre o Potencial da IA e a Prática ProfissionalPublication . Pereira, Agostinho Aires; São João, Ricardo; Branco, Carolina VeigaEsta investigação analisa a evolução tecnológica na auditoria financeira, com especial enfoque na utilização de tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e no seu impacto na prática profissional dos Revisores Oficiais de Contas em Portugal (ROC). A investigação seguiu uma abordagem metodológica quantitativa, baseada na aplicação de um questionário a uma amostra de ROC em exercício profissional em Portugal. Os resultados evidenciam que, apesar de existir um conhecimento geral sobre as tecnologias de Inteligência Artificial, a sua utilização efetiva na auditoria financeira ainda é limitada.Entre as tecnologias analisadas — Robotic Process Automation (RPA), Machine Learning (ML), Natural Language Processing (NLP) e Deep Learning (DL) — o RPA destaca-se como a tecnologia mais conhecida e mais utilizada pelos ROC. Cerca de dois terços dos inquiridos referem nunca utilizar ML, NLP ou DL nos procedimentos de auditoria, sugerindo que a adoção da IA se encontra numa fase inicial e concentrada em tarefas estruturadas e repetitivas. Do ponto de vista estatístico, os testes realizados demonstram que variáveis como sexo, idade, habilitações literárias e anos de experiência não influenciam significativamente o conhecimento das tecnologias de IA, nem a frequência da sua utilização. Adicionalmente, verificou-se que o conhecimento das tecnologias não se traduz necessariamente numa maior utilização prática, evidenciando uma lacuna entre conhecimento teórico e aplicação operacional. Conclui-se que a auditoria financeira em Portugal atravessa um processo gradual de transformação digital, no qual a IA é reconhecida como instrumento de apoio com potencial para aumentar a eficiência e a qualidade dos procedimentos, sem substituir o julgamento profissional e o ceticismo do auditor. Como contributo científico, o estudo acrescenta evidência empírica recente sobre o contexto português, ainda pouco explorado na literatura. Apesar das limitações associadas à dimensão da amostra (n = 15), os resultados revelam-se empiricamente válidos, permitindo retirar conclusões relevantes.
