Percorrer por autor "Lopes, Rui"
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- Apresentações com apoio de tecnologias digitais e literacia visualPublication . Cavalheiro, Teresa; Lopes, Rui; Dionísio, DiogoLiteracia visual entende-se como o conjunto de duas capacidades: a de interpretar corretamente as mensagens visuais que nos rodeiam e a capacidade de criar mensagens visuais suficientemente eficazes para serem compreendidas pelos outros, de acordo com as nossas intenções ao produzi-las. Por seu lado, o design inclusivo define-se como design que toma em consideração o facto de que o público alvo das mensagens visuais a criar é constituído por indivíduos com necessidades específicas que decorrem das suas diferentes situações, sendo que alguns têm deficiências permanentes ou temporárias que lhes podem condicionar a interpretação das mensagens visuais. A razão de refletir aqui sobre a prática de apresentações visuais com o apoio de tecnologias digitais surge no âmbito do contacto com múltiplos exemplos apresentados por diferentes docentes e formadores, que frequentemente falham na aplicação de princípios básicos de literacia visual e de design inclusivo. Objetivos: • Promover a literacia visual e o design inclusivo nas práticas pedagógicas; • Promover a reflexão sobre os modos de organizar e sistematizar a informação visual; • Estimular o desenvolvimento de apresentações visuais inclusivas; • Democratizar o acesso ao conhecimento e à informação nas áreas da produção e interpretação de imagens. Metodologia: Propomo-nos recolher exemplos de apresentações visuais, a partir dos quais analisaremos, do ponto de vista do design e da inclusão, aspectos reconhecidamente considerados como estruturantes da eficácia da mensagem, nomeadamente, entre outros: • estrutura da informação; • simplificação da informação; • seleção de temas ou ideias; • utilização de fontes tipográficas; • utilização das cores, assim como a quantidade de cores presentes no mesmo diapositivo; • visibilidade das cores e dos contrastes (atendendo ao daltonismo e ColorADD™); • utilização das imagens, assim como a quantidade de imagens presentes no mesmo diapositivo; Após esta análise sintetizaremos os traços negativos e positivos presentes no conjunto das apresentações. Seguidamente, e usando esta síntese como base, proporemos orientações para a construção de guias pedagógicos/ tutoriais para a criação de mensagens visuais eficazes e inclusivas. Avaliação: Para avaliar o impacto das apresentações orais com apoio de tecnologias digitais na sala de aula e literacia visual no ensino e na aprendizagem, propomo-nos realizar uma testagem da interpretação visual, para alguns dos aspectos nomeados acima, apresentaremos representantes do público alvo escolhido duas simulações de apresentações: uma, corresponde à apresentação visual recolhida, a outra será o equivalente da primeira, remodelada tendo em conta a literacia digital/visual e o design inclusivo. Solicitaremos que escolham uma das duas, justificando a selecção. As respostas ajudarão a informar a construção dos guias orientadores /tutoriais referidos. Os resultados esperados são: Através da sistematização e organização dos recursos produzidos pelos docentes, propomo-nos disponibilizar recursos para que as apresentações visuais sejam de qualidade e correspondam às necessidades do ensino e da aprendizagem, nomeadamente através da elaboração de um conjunto de tutoriais direcionados para a comunidade educativa, permitindo, que qualquer pessoa possa produzir e tenha acesso a recursos educativos de qualidade.
- Avaliação e Integridade Académica em tempos de IAGen: modelo de capacitação docentePublication . Loureiro, Ana; Lopes, Rui; Rocha, DinaA Inteligência Artificial Generativa (IAGen) tem vindo a exercer um impacto profundo e transformador no panorama do ensino superior, alterando fundamentalmente os paradigmas de aprendizagem, docência e cognição do mundo que nos rodeia. No entanto, está a fazê-lo de forma desigual, pois enquanto um terço da humanidade permanece offline, o acesso aos modelos de IA mais avançados está reservado àqueles que têm assinaturas, infraestruturas e vantagem linguística (UNESCO, 2025). À semelhança da generalidade das inovações tecnológicas, a IAGen introduz um espectro de oportunidades e desafios para o setor educativo, com especial relevo para os docentes e estudantes. Observa-se um interesse crescente e generalizado, tanto na comunidade académica como no contexto social lato, na utilização da IA para a produção de conteúdo. Esta circunstância levanta questões cruciais e impõe desafios significativos à integridade académica e à avaliação das aprendizagens (Foltynek et al., 2023). Face ao uso crescente destas ferramentas no contexto académico e às preocupações subjacentes à sua eventual utilização indevida, propõe-se a implementação de uma ação de formação abrangente para o corpo docente do ensino superior, focada no desenvolvimento de diretrizes robustas. O principal objetivo desta iniciativa é dotar os docentes com o conhecimento e as ferramentas necessárias para integrar a IA de forma responsável nas suas práticas pedagógicas e capacitar os docentes para a elaboração de instrumentos de avaliação que incluam instruções inequívocas para os estudantes sobre a utilização apropriada da IAGen. Pretende-se, assim, atingir um equilíbrio ponderado entre a exploração dos benefícios pedagógicos e didáticos inerentes às ferramentas de IAGen e a imperativa necessidade de salvaguarda da integridade académica e de prevenção de uma utilização menos ética. A proposta de modelo de capacitação que aqui se apresenta é baseado nas Guidelines for Academics about Generative AI (GenAI) and its Usage in assessment de Sivasubramaniam (2024). A formação é uma ação de capacitação conjunta entre a Unidade de Ensino a Distância e Inovação nas Práticas Pedagógicas (UEDIPP) e a Unidade Biblioteca do Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém). Num primeiro momento, a ação de formação será oferecida ao corpo docente desta instituição de ensino superior (IES), podendo, num segundo momento, ser replicada para os docentes do consórcio do Centro de Excelência de Inovação Pedagógica INOV3P (Pedagogia, Projeto e Formação), ficando, posteriormente, disponível em acesso aberto para toda a comunidade académica do ensino superior. Quanto à estrutura, a ação de capacitação é composta por cinco módulos e será oferecida em modalidade de e-learning, com sessões assíncronas (para análise e reflexão crítica de conteúdo) e síncronas (para análise conjunta de casos, debate e troca de experiências entre os participantes). Os módulos incidem sobre: Glossário de termos e definições; Usos gerais de IAGen em educação; Vantagens e desvantagens da utilização da IAGen na avaliação; (Mudança de) Atitudes na utilização da IAGen; Atividades e respetiva avaliação com recurso à IAGen. Com esta ação de formação pretendemos sensibilizar para a necessidade de, face à emergência tecnológica, integrar a IAGen nas práticas pedagógicas dos docentes e dos estudantes, e identificar formas de avaliação que cumpram os princípios éticos e de integridade académica.
- Dataficação e Inovação Pedagógica: o (ainda) breve percurso da UEDIPP do IPSantarémPublication . Loureiro, Ana; Rocha, Dina; Messias, Inês; Lopes, Rui; Cavalheiro, TeresaNesta comunicação, em formato poster, traremos uma visão alargada relativamente à oferta de programas de inovação pedagógica institucionais com vista à capacitação do corpo docente interno, com recurso a redes e parcerias nacionais e internacionais, promovida pela UEDIPP.
