Percorrer por autor "Coelho, Rodolfo"
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- Propiciação de autocabeceamento em praticantes e não praticantes de futebol rapazes de 4 e 5 anos de idade: estudo exploratórioPublication . Pereira, Miguel; Teixeira, Gonçalo; Figueiredo, Maria; Coelho, Rodolfo; Catela, David; Brígida, Nancy; Serrão-Arrais, Ana; Mercê, CristianaIntrodução: A incidência e a gravidade das lesões na cabeça no futebol infantil podem ser reduzidas diminuindo a massa da bola. O cabeceamento é uma habilidade motora identitária e importante no Futebol. Precisamos de conciliar a segurança de um corpo ainda em formação com a necessidade de propiciar a aquisição desta habilidade. Considerando o modelo dos constrangimentos colocamos a hipótese de que utilizando o balão podemos controlar o impacto na cabeça e pescoço e, simultaneamente, propiciar a exploração do autocabeceamento. Objetivos: Investigar se: i) crianças de 4 e 5 anos conseguem realizar autocabeceamentos repetidos com o balão, ii) as crianças de escolinhas de futebol (EF) revelam uma prestaçãode autocabeceamento diferenciada em relação às de jardim de infância sem experiência em futebol (JI). Métodos: Foi pedido a 23 rapazes (13 EF, M=4,57±0,51 anos) que executassem o máximo de autocabeceamentos seguidos em 3 ensaios, sem restrições de tempo ou tentativas, até conseguirem fazer pelo menos 1 cabeceamento. Foi recolhido por ensaio o número de tentativas, autocabeceamentos e tempo e foi ainda calculado o tempo por cabeceamento. Resultados e Discussão: Não existem diferenças na prestação entre 4 e 5 anos dentro do mesmo grupo. No grupo JI as correlações com as variáveis dependentes são quase inexistentes, o que indica que estas crianças estarão num período de exploração e aquisição do autocabeceamento. Contrariamente, no grupo EF as crianças fazem mais cabeceamentos e gastam menos tempos por cabeceamento (significativo no 2.º ensaio), sendo as correlações consistentes entre os ensaios. As crianças das EF distinguem-se aproveitando melhor a affordance de cabeceamento, possivelmente pela experiência no contexto de futebol, ou pelo facto de este contexto propiciar a interação com bola. Conclusões: O balão propicia affordance de autocabeceamento independentemente da idade e do contexto, com impacto físico praticamente nulo. A oportunidade de prática nas EF propicia maior proficiência na habilidade de autocabeceamento.
