Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.15/647
Título: Controlo do parasitismo num núcleo de cavalos de raça Sorraia
Autor: Crespo, Maria Virgínia
Tagarroso, I.
Rosa, Fernanda
Vicente, António
Borges, P.
Palavras-chave: Parasitismo gastrintestinal
Período de reaparecimento de ovos
controlo helmíntico
Ivermectina
Cavalo
raça Sorraia
Data: 2012
Editora: Unidade de Investigação do IPS - UIIPS
Citação: Crespo, M.V; Tagarroso, I.; Rosa, F.; Vicente, A.; Borges, P. (2012)- Controlo do parasitismo num núcleo de cavalos de raça Sorraia; Congresso de Investigação e desenvolvimento no IPS, UIIPS, 8 e 9 de Fevereiro, ESAS, Santarém, 52
Resumo: O cavalo do Sorraia sendo uma raça equídea autóctone portuguesa, a par do Lusitano, Garrano e Burro de Miranda, apresenta-se como um animal de pequeno porte com características muito particulares e únicas no mundo. Este equídeo é considerado como o reminiscente ancestral selvagem do cavalo ibérico da região quente e meridional, existindo na Península Ibérica desde o Paleolítico Médio. Devido a estes factos, a realização de estudos de investigação que contribuam para a divulgação e preservação desta raça, sendo uma das raças menos numerosas e em maior perigo de extinção no mundo, não ultrapassando os 200 indivíduos, revestem-se de uma grande importância. O núcleo de nove equinos de raça Sorraia cedido à Escola Superior Agrária de Santarém é composto por cinco garanhões estabulados e quatro fêmeas a campo. No sentido de se reavaliar a eficácia do esquema profilático antiparasitário implementado em 2004, procedeu-se à pesquisa de eliminação parasitária em fezes, com a periodicidade mensal, entre março e dezembro de 2011, registando-se o tipo de parasitismo, o grau de infeção e a sua evolução através do Período de Reaparecimento de Ovos (PRO). As amostras de fezes foram sujeitas a exames qualitativos (técnica de Willis) e quantitativos (técnica de McMaster) e a coproculturas. O tipo de parasitismo foi idêntico ao registado em trabalhos anteriores com o mesmo grupo de animais (EGI, Strongyloides westeri e Cyathostomum spp.), acrescido de oocistos de Eimeria sp. detetada pela primeira vez, numa fêmea após o parto, e de L3 de Strongylus e Triodontophorus. Após a desparasitação com Eqvalan® o PRO foi de 9 semanas (70 dias) nas fêmeas e de 23 semanas (177 dias) nos machos. No entanto, as médias de eliminação acima de 200 EGI/OPG só se observaram a partir da 16 semana (120 dias). Os machos exibiram sempre infeções ligeiras e as fêmeas cerca de 300 dias após a primeira desparasitação, apresentaram infeções mais severas, com médias de eliminação > 500 EGI/OPG, tendo-se realizado uma segunda desparasitação. Comparativamente aos estudos anteriores, verificou-se um aumento da diversidade parasitária provavelmente atribuído à introdução de novos animais e à sobre-exploração das áreas de pastagem. No entanto, tal como o pretendido no esquema profilático implementado há sete anos, houve o alargamento do PRO. Assim, os dados obtidos sugerem a substituição do esquema de tratamento atual (bianual) para outro, com intervalo de oito meses, no sentido de minimizar os custos e a pressão do antihelmíntico sobre a fauna parasitária.The Sorraia horse is a Portuguese native equine breed, along with Lusitano, Garrano and Miranda dunkey, distinguished by its small size associated to peculiar and unique characteristics in the world. This horse is regarded as the reminiscent ancestor of the wild horse of Iberian and Southern warm region, existing in Portugal from the Middle Paleolithic. Due to these facts any research studies that contribute to the dissemination and preservation of this breed assume an enormous importance, once it is considered as one of the least abundant and endangered of extinction, not exceeding 200 specimens. The group of nine animals of Sorraia breed given to Escola Superior Agrária from Santarém is composed by five stabled stallions and four in field females. In order to access the effectiveness of the antiparasitic prophylactic program implemented in 2004, a study on gastrointestinal parasitic shed in faeces was monthly performed between March and December 2011, considering the parasitic type, degree of infection, parasitism evolution and Egg Reappearance Period (ERP). Coprological exams by qualitative (Willis technique) and quantitative (McMaster techniques) and coprocultures were performed. The type of parasitism was identical to that recorded in previous studies with the same group of animals (GS, Strongyloides westeri and Cyathostomum spp.), plus oocysts of Eimeria sp., observed in a parturient female, and L3 larva of Strongylus and Triodontophorus. After deworming with Eqvalan®, the ERP was 9 weeks (70 days) in females and 23 (177 days) in stallions. However, the average of egg output above 200 GS/EPG were only observed from 16 week (120 days). The stallions always exhibited light infections and females about 300 days after the first deworming had more severe infections with the egg output average above 500 GS/EPG, which determined a second deworming. Compared to previous studies there was an increase in parasite diversity probably due to the introduction of new animals, and the overexploitation of land. However the ERP has an increase of the ERP, objective achieved with the prophylactic program implemented seven years ago. Thus, the data suggest the replacement of the current biannual treatment to another with an interval of eight months, in order to minimize costs and antihelminthic pressure on parasite fauna.
Descrição: Apresentação em painel.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/647
Aparece nas colecções:Posters em conferências e congressos_ESAS

Ficheiros deste registo:
Ficheiro Descrição TamanhoFormato 
Uiips - Sorraias 2012.pdf1 MBAdobe PDFVer/Abrir


FacebookTwitterDeliciousLinkedInDiggGoogle BookmarksMySpace
Formato BibTex MendeleyEndnote Degois 

Todos os registos no repositório estão protegidos por leis de copyright, com todos os direitos reservados.