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Título: Atitudes dos consumidores face a novas tecnologias:o caso do consumo de OGMs
Autor: Ferreira, Herlânder
Palavras-chave: Atitudes
Consumidores
Organismos Geneticamente Modificados (OGM)
Data: Fev-2012
Editora: Instituto Politécnico de Santarém. Unidade de Investigação
Citação: FERREIRA, Herlânder - Atitudes dos consumidores face a novas tecnologias : o caso do consumo de OGMs. Livro de resumos [do] Congresso Investigação e Desenvolvimento no IPS. Santarém, 2012. ISBN 978-972-762-358-7
Resumo: É um fenómeno incontornável o que, ao longo da história, tem sido identificado, relativo ao impacto social de novos conhecimentos científicos, de novas técnicas e tecnologias. Poder-se-á entender como uma metáfora paradigmática o conflito entre Sócrates e o seu discípulo, Platão, no que disse respeito à utilização da escrita (porque, para Sócrates, a escrita poderia prejudicar a memória). Esta metáfora, parece, acompanha a história. Com efeito, parece verificar-se que num primeiro momento, a tendência geral é de desconfiança, receio e recusa, o que Román Gubern designa “resistências neofóbicas” (Gubern, Roman, 2001, p.10). Por exemplo, há estudos que demonstram, especificamente em relação a cereais geneticamente modificados, não existirem resistências por parte dos consumidores (como adiante se verá). Tal significa que nem todos os consumidores demonstram ceticismo face a novos produtos. Tal como o autor anteriormente citado se refere à “neofobia”, Ulrich Beck (2008, p. 30) refere-se à “tecnofobia”, sendo que esta nos introduz no conceito de risco. E, assim, surge a questão fundamental, a saber: como os consumidores adquirem os seus valores, constroem as suas atitudes e orientam os seus comportamentos. O impacto social da inovação tecnológica. Atualmente, as questões mais mediáticas dizem respeito à ecologia e à biotecnologia. Em relação a esta última, muitas são as questões que têm sido colocadas. Muito se discutiu acerca da clonagem (muito embora seja, porventura, a própria natureza a inventá-la; se assim não fosse, não haveria gémeos monozigóticos…). Mas, “na ordem do dia” parece destacar-se a manipulação relativa aos Organismos Geneticamente Modificados (OGM) e, em particular às culturas transgénicas. Em 1986, a FDA (Food and Drug Administration) aprovou a primeira vacina geneticamente modificada para combater a Hepatite B. Hoje os perigos não são diretamente identificados pelos nossos sentidos. Eles escondem-se sob a capa da ciência e da tecnologia. Porém, parece colocar-se um novo desafio à sociedade atual (ainda moderna, pósmoderna?) que poderá designar-se “sociedade do conhecimento”. Não é nossa intenção abordar toda a problemática dos OGM, mas sim tentar compreender o que acontece no que concerne à relação que os consumidores integrados na população identificada, estabelecem com os OGM vegetais. Com efeito a biotecnologia abrange, também, a manipulação de produtos animais, tal como se verifica com a clonagem, que celebrizou a ovelha Dolly. Não é este o caminho que pretendemos seguir, o qual ultrapassaria o âmbito deste trabalho.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/629
ISBN: 978-972-762-358-7
Versão do Editor: http://www.ipsantarem.pt/wp-content/uploads/2012/03/Livro-de-resumos_CongressoUIIPS_8e9-2-2012.pdf
Aparece nas colecções:Comunicações em conferências e congressos_ESGTS

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