Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.15/590
Título: Inseminação artificial em caprinos de raça Serrana: análise de parâmetros reprodutivos
Autor: Romão, Patrícia
Bernardes, M.
Carolino, Nuno
Pardal, Paulo
Palavras-chave: Caprino
Raça autóctone
Inseminação artificial
Desempenho reprodutivo
Ribatejo
Data: Nov-2005
Editora: Associação Portuguesa dos Engenheiros Zootécnicos
Citação: Romão, P.; Bernardes, M.; Carolino, N. & Branco-Pardal, P. (2005). Inseminação artificial em caprinos de raça Serrana: análise de parâmetros reprodutivos. XV Congresso de Zootecnia / I Congresso Ibero-Americano de Zootecnia. Livro de Comunicações: 230-235
Resumo: O presente trabalho teve como objectivo avaliar o impacto do recurso à inseminação artificial (IA), como técnica de beneficiação, em caprinos de raça Serrana, ecotipo Ribatejano, explorados na região do Ribatejo, durante a época de Primavera. Pretendeu-se avaliar em que medida o recurso à IA pode influenciar parâmetros reprodutivos, como a fertilidade e a prolificidade, e a forma como os referidos parâmetros podem ser influenciados por diversos factores, nomeadamente a exploração, o ano, a idade da cabra, o tipo de beneficiação e o tipo de inseminação, uterina (IU) ou cervical (IC). O estudo teve por base dados oficiais de registos reprodutivos obtidos entre os anos de 1999 e 2004. Os dados utilizados, disponibilizados pela ACORO, foram obtidos em cinco explorações de animais inscritos no RZ da região do Ribatejo, e reportam-se a 286 IA e 1332 montas naturais (MN). Relativamente à fertilidade, comparou-se esta em relação aos dois tipos de beneficiação utilizados (IA e MN), bem como para o método de inseminação praticado (IU e IC). No caso da prolificidade procedeu-se à comparação entre o tipo de parto (simples e múltiplo). Avaliou o efeito de da exploração, tipo de beneficiação e idade sobre os referidos parâmetros reprodutivos, tendo-se ainda determinado a correlação entre a prolificidade e a idade do animal. No estudo estatístico recorreu-se à análise do Q2, executada através do PROC CATMOD do SAS, análise de variância e análise de correlação através do PROC GLM do SAS. A taxa de fertilidade da IA foi de 63,2%, valor ligeiramente superior ao obtido por outros autores com cabras da mesma raça/ecótipo (52,7%). Esta pequena diferença reflecte, possivelmente, uma melhoria no processo de indução/sincronização e de inseminação, e/ou de escolha dos reprodutores. Comparando com outros ecótipos/raças nacionais, os valores da taxa de fertilidade registados com a IA não diferem consideravelmente dos por nós encontrados: 53,3% para a raça Serrana, ecótipo Transmontano, 65,9% para a raça Charnequeira, 65,2 e 70,1% para a raça Algarvia. De acordo com os resultados obtidos, as variáveis exploração e tipo de beneficiação, influenciaram significativamente a fertilidade (P < 0,01). No caso do efeito da exploração, a observação reflecte a importância que o maneio praticado pelo criador, em particular o maneio alimentar que condiciona a condição corporal dos animais, tem na resposta reprodutiva dos animais. Os resultados obtidos apontam para alguma superioridade da taxa de fertilidade quando do recurso à IA como método de beneficiação, comparativamente com a MN (63,2% vs 49,9%, respectivamente). Porém, esta superioridade resulta do facto de apenas as cabras inseminadas terem sido submetidas a tratamento hormonal de indução/sincronização de cio, quebrando o anestro estacionário em que, certamente, grande parte dos animais se encontrava. No que concerne à fertilidade da IA, esta foi influenciada pelo método de beneficiação (P < 0,05) e pelo ano (P < 0,1). Os valores registados nos diferentes tipos de inseminação artificial indicam que os melhores resultados foram obtidos com a deposição do sémen ao nível cervical (IC), comparativamente à deposição ao nível uterino (IU), 65,8% e 54,0%, respectivamente. Esta inferioridade da IU é atribuída à complexa anatomia do cérvix e às funções do canal cervical na conservação e capacitação dos espermatozóides. Relativamente à influência do ano agrícola sobre a fertilidade da IA, esta já era de prever atendendo a que estes efectivos são normalmente explorados em regime semi-extensivo, onde os recursos alimentares naturais assumem uma contribuição importante na alimentação dos animais, sendo a sua disponibilidade, quantitativa e qualitativa, função do ano agrícola. No que concerne à taxa de prolificidade, também o recurso à IA permitiu obter resultados superiores, comparativamente à MN (173% vs 149%, respectivamente). Esta superioridade resulta, uma vez mais, do facto de apenas as fêmeas inseminadas terem sido tratadas hormonalmente, o que promove o crescimento e a maturação de folículos, aumentando a incidência de partos múltiplos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/590
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