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Título: Certo e errado na ética da virtude e na ética deontológica: implicações educativas
Autor: Marques, Ramiro
Palavras-chave: Certo
Errado
Bem
Mal
Virtude
Hábitos
Deontologia
Natureza e convenção
Data: 2007
Editora: Instituto Politécnico de Santarém, Escola Superior de Educação
Citação: MARQUES, Ramiro - Certo e errado na ética da virtude e na ética deontológica: implicações educativas. Revista Interacções. Nº5 (2007), p. 60-71
Resumo: Há vários níveis de certo e errado. A ética deontológica contemporânea tende a ignorar essas diferenças, remetendo todos os níveis para o campo da ética e substituindo o Deus legislador da ética cristã por uma razão universal legisladora. Os gregos tinham uma concepção totalmente diferente. O certo era o que as leis humanas e os costumes permitiam. O errado era o que as leis humanas e os costumes proibiam. E a obrigação ou dever era o que as leis humanas requeriam que se fizesse. A ética cristã, nascida sobre os escombros do Império Romano, e retomando a tradição judaica, encara o certo como o respeito pela lei divina, plasmada nos textos sagrados e o errado como a sua violação. Num caso e noutro, há coerência. Quando Kant procura imputar à razão a capacidade para criar leis morais de aplicação universal, está a substituir o Deus legislador pela razão universal e, com esse exercício, retira conteúdo e substância à ética, tornando-a uma coisa estéril e incapaz de ser aplicada nas questões importantes do dia-a-dia. Na ética kantiana não há legislador. É uma ética vazia de conteúdo. E, por isso, de escassa utilidade na nossa conduta quotidiana. É uma ética interessante para a discussão dos grandes princípios, mas incapaz de nos dar respostas concretas sobre como devemos deliberar e agir em situação contextual. - There are several levels of right and wrong. Contemporary deontological ethics ignores those differences. Virtue ethics, by the contrary, had a different conception. The Greeks knew that the right was what human laws allowed and the wrong was what was prohibited by law. And the duty was what was required. This article looks for the differences between these perspectives about the right and the wrong and specifies several educational applications of this distinction.
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/254
ISSN: 1646-2335
Versão do Editor: http://nonio.eses.pt/interaccoes/artigos/E5.pdf
Aparece nas colecções:Volume 3 - 2007 - nº05

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