Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.15/213
Título: Associações de pais e associações de estudantes: amigos, amigos, negócios à parte!
Autor: Sá, Virgínio
Palavras-chave: Associações de pais
Associações de estudantes
Escola
Cooperação
Data: 2006
Editora: Instituto Politécnico de Santarém, Escola Superior de Educação
Citação: SÁ, Virgínio - Associações de pais e associações de estudantes: amigos, amigos, negócios à parte!. Revista Interacções. Nº 2 (2006), p.244-267
Resumo: Como observam Silva e Stoer (2005), na escola pública portuguesa, e particularmente no ensino secundário, os alunos, aparentemente, beneficiam de uma “dupla representação”. Por um lado, são representados pelas suas associações, por outro lado, é também para defender “os interesses morais, culturais e físicos dos estudantes” 1 (CONFAP) que se abre espaço à intervenção das associações de pais na escola. Contudo, faltam estudos que se debrucem sobre o modo como se articulam e convivem estas duas estruturas associativas cujas agendas são, aparentemente, convergentes. Por isso, neste texto, mobilizando alguns dados empíricos, pretendemos contribuir para abrir o debate em torno das (des)articulações entre as associações de pais e as associações de estudantes, conferindo certo destaque às representações mútuas e à indagação sobre eventuais agendas concertadas para a intervenção na escola. Os “fragmentos discursivos” de que partimos, e cuja natureza muito parcelar desde já reconhecemos, apontam para duas (quase) estruturas, organizadas em torno de “mundos à parte”, acusando um desconhecimento recíproco (por vezes retórico), entrecortado por recriminações mútuas, pontualmente amenizadas por algumas realizações conjuntas, embora tuteladas por uma das partes. No sentido de contribuir para a dilucidação das desconexões e coexistência tensa entre as associações de estudantes e as associações de pais, avançamos com algumas “leituras” de inspiração sociológica e organizacional. No primeiro caso, mobilizando a distinção entre os processos de familialização, institucionalização e individualização (Edwards e Alldred, 2000), admitimos a hipótese de as associações de pais e as associações de estudantes estarem filiadas em “lógicas em tensão” e, portanto, sujeitas a uma convivência problemática. No segundo caso, admitimos que natureza “dissipativa” das estruturas em apreço, aliada à singularidade da sua inscrição no contexto de uma organização mais ampla, além de dificultar a sua intraconexão, parece também militar no sentido de tornar incerta a sua articulação lateral. - As noted by Silva and Stoer (2005), in Portuguese public schools, and particularly in secondary education, students, apparently, benefit of a “double representation”. On the one hand, they are represented by their associations, on the other hand, parents’ associations also have a role in defending “students’ moral, cultural and physical interests” (CONFAP). However, little is known about the ways of integrating and enhancing the co-operation of these two associative structures whose goals are, apparently, convergent. Therefore, in this paper, mobilizing some empirical data, our aim is to contribute to open the debate about the lack of articulation between parents’ associations and students’ associations, giving the prominence to the mutual images and hypothetical harmonized agendas for school intervention. The “discursive fragments” from which we start, and whose parcelled nature we acknowledge, point out to two (quasi) structures, organized around “worlds apart”, showing a mutual ignorance (sometimes rhetoric), intersected by mutual recriminations, occasionally softened by some joined accomplishments, although tutored by one side. Trying to contribute to the clarification of the disconnexions and tense coexistence between parents’ associations and students’ associations, we suggest some sociologically and organizationally inspired “understandings”. In the first case, mobilizing the difference between the familialization, institutionalization and individualization processes (Edwards e Alldred, 2000), an hypothesis may be highlighted that parents’ associations and students’ associations are anchored on “logics in tension” and, therefore, subject to a problematic coexistence. In the second case, the “dissipative” nature of the structures under analysis is also stressed, associated with the singularity of its inscription in the context of a wider organization. These two aspects make it difficult the intra-connexion between them, and seem also to militate in order to make uncertain their lateral articulation.
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/213
ISSN: 1646-2335
Aparece nas colecções:Volume 2 - 2006 - nº02

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