Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.15/1372
Título: Padrão de atividade física e saúde na gravidez e pós-parto:implementação de um programa de atividade física na gravidez
Autor: Santos, Tânia
Orientador: Rocha, Rita Santos
Palavras-chave: gravidez
pós-parto
atividade física
padrão
pregnancy
postpartum
physical activity
pattern
Data de Defesa: 2015
Resumo: Nos últimos anos têm-se assistido um grande desenvolvimento da investigação sobre o exercício físico durante a gravidez. Porém, muitas são as dúvidas que prevalecem e levam à diminuição da sua frequência. Foram realizados dois estudos: 1) análise do padrão de atividade física e perceção da saúde geral na gravidez e pós-parto; e 2) implementação de um programa de atividade física na gravidez. O programa foi implementado na região centro. A amostra teve um total de 86 participantes com uma média de idade 31 anos, em que 24 grávidas eram do grupo de intervenção e 62 puérperas do grupo de controlo. O grupo de intervenção frequentou aulas de grupo de atividade física para grávidas e o grupo de controlo foi submetido a um questionário de atividade física e saúde na gravidez e pós-parto. Os principais resultados apontam para: os médicos apenas aconselham as suas utentes grávidas a praticar atividade física com maior ênfase a partir do 3.º trimestre. Ao contrário do que foi registado na gravidez, 58,9% das mulheres em pós-parto já são aconselhadas a praticar atividade física. As grávidas ao iniciarem o programa de atividade física, a maioria praticavam atividade física, sendo a marcha a modalidade mais praticada, realizada 2-4 vezes por semana atividade física com duração superior a 40 minutos. No 3.º trimestre foi onde se registou maior percentagem de grávidas a praticarem atividade física. Não existiu diferenças significativas entre o aumento de peso e a frequência semanal da prática de atividade física, no entanto comparando os grupos registou-se um menor aumento de peso no grupo de intervenção ao longo dos trimestres. O grupo de intervenção registou maior idade gestacional (40) comparativamente ao grupo de controlo (38,5). O parto normal foi o que registou maior percentagem de ocorrência (Grupo de Controlo-66,1% e Grupo de Intervenção- 66,7%). Conclusões: Através da análise dos estudos, no que diz respeito ao aconselhamento para a prática de atividade física vimos que a maioria dos profissionais de saúde não aconselham ou nem falam sobre o assunto, os que aconselham, sugerem principalmente a marcha, uma modalidade que poderá não ser orientada. Embora certamente algumas das mães conheçam os benefícios do exercício físico durante a gravidez, isso não se traduziu num aumento da sua prática. Assim, será necessário uma maior sensibilização dos profissionais de exercício e da saúde para a promoção do exercício físico orientado.
In recent years we have witnessed great development of research on the physical exercise during pregnancy. However, there are many doubts that prevail that lead to a decrease the frequency of physical exercise during pregnancy. Due to a decrease in physical exercise in pregnancy, two studies were performed: 1) analysis of the physical activity pattern and perception of general health in pregnancy and postpartum and; 2) implementation of a physical activity program during pregnancy. The program was delivered in the center region. The sample had a total of 86 participants with an average age of 31 years, in which 24 pregnant women were in the intervention group and 62 puerperal women were in the control group. The intervention group attended group classes of exercise for pregnant women and the control group was subjected to a questionnaire of Physical Activity and health in pregnancy and postpartum. The main results were as follows. Medical doctors only advice their pregnant clients to practice Physical Activity with greater emphasis in the third trimester. On the contrary to what has been recorded, during pregnancy, 58.9% of women in postpartum already are advised to practice physical activity. When pregnant women initiate the physical activity program, walking is the more prevalent exercise, performed 2-4 times per week, with session duration higher than 40 minutes. The third trimester was when a higher percentage of pregnant women practice Physical Activity. There were no significant differences between the increase of weight and the weekly frequency of Physical Activity, however comparing the groups there was a smaller increase in weight in the intervention group over the quarters. The intervention group experienced higher gestational age (40) compared to the control group (38.5). Vaginal birth has recorded the highest percentage of occurrence (GC-66.1% and GI-66.7%). Conclusions: The analysis of the studies, with advice for the practice of Physical Activity, show that, most health professionals do not advise or do not talk about it. The health professionals that suggest Physical Activity during pregnancy mainly suggest walking, a non-supervised type of exercise. Although certainly some of mothers know the benefits of exercise during pregnancy, this has not resulted in an increase in the practice of Physical Activity during pregnancy. Thus it is necessary a greater awareness of exercise and health professional for the promotion of supervised physical activity.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/1372
Aparece nas colecções:Mestrado em Atividade Física em Populações Especiais

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