Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.15/1355
Título: O trabalho que antecede o desporto: cultura organizacional e satisfação profissional de agentes desportivos
Autor: Gonzaga, Luís
Jorge, Ricardo
Almeida, Sara
Palavras-chave: cultura organizacional
satisfação profissional
trabalho
desporto
Data: 7-Fev-2014
Editora: Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém (UIIPS)
Citação: Gonzaga, L., Jorge, R., & Almeida, S. (2014). O trabalho que antecede o desporto: cultura organizacional e satisfação profissional de agentes desportivos (Abstract). Revista da UIIPSS, 2 (1), 61. ISSN 2182-9608
Resumo: A competitividade do desporto nacional encontra-se cada vez mais relativa, ou cativa, no discurso dos seus agentes, dos constrangimentos da competitividade da respetiva economia com manifesto impacto na produtividade interna das associações desportivas e dos clubes. O seu capital humano, dominantemente em acumulação e/ou de participação voluntária, é igualmente fator e reflexo de um mercado de concorrência muito desigual. Este estudo empírico procurou identificar o tipo de cultura organizacional predominantemente percecionada no contexto laboral onde os sujeitos exercem a sua atividade principal e avaliar a sua influência sobre a satisfação no trabalho e ainda as eventuais diferenças em função das variáveis sociodemográficas numa amostra de 83 agentes desportivos (dirigentes, treinadores e praticantes) com idades compreendidas entre os 18 e os 63 anos (média de 31,10 +- 10,40), sendo 52 (62,7%) do sexo masculino e 31 (37,3%) do sexo feminino. Na sua atividade profissional, a maioria (48; isto é, 57,8%) encontra-se ligada ao setor dos Serviços e os restantes ao Comércio, Indústria e Agricultura. Do total dos participantes neste estudo, 18 (21,7%) exercem funções de chefia. Recorrendo a uma metodologia quantitativa, a cultura organizacional foi medida com o First Organizational Culture Unified Search (FOCUS) (Neves, 1994) construído a partir de um modelo tipológico de quatro quadrantes (cultura de apoio, cultura de inovação, cultura de objetivos e cultura de regras) e a satisfação no trabalho com a Escala de Satisfação no Trabalho (Locke, 1976; Lima, Vala, & Monteiro, 1994) composta por oito parâmetros: perspetiva de promoção, organização e funcionamento do departamento, colaboração e clima de relação com os colegas de trabalho, remuneração, competência e funcionamento do superior imediato, trabalho que desempenha, competência dos subordinados, e satisfação geral. Os resultados apurados sugerem contextos laborais dominantemente caraterizados por uma cultura de regras. Por outro lado, a perceção de uma cultura de objetivos apresenta um elevado valor preditivo da insatisfação profissional com a remuneração com que se correlaciona significativamente.
Peer review: no
URI: http://hdl.handle.net/10400.15/1355
ISSN: 2182-9608
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